O governo do Irã rejeitou uma proposta de cessar-fogo apresentada pelos Estados Unidos, segundo informou a agência estatal IRNA. A resposta enviada por Teerã, composta por dez pontos, indica que o país não aceita uma trégua temporária e defende, em vez disso, o fim permanente da guerra. Entre as exigências estão o encerramento das hostilidades na região, garantias de navegação segura pelo Estreito de Ormuz, além da reconstrução e retirada de sanções.
De acordo com a mesma agência, autoridades iranianas interpretaram a decisão do presidente americano, Donald Trump, de estender o prazo como um recuo em relação a ameaças anteriores. Ainda assim, o clima segue tenso. Em entrevista coletiva nesta segunda-feira, Trump voltou a adotar um tom duro, classificando o Irã como “malvado” e reforçando possíveis ações contra infraestruturas civis do país.
O presidente dos Estados Unidos afirmou que uma ofensiva poderia ocorrer de forma rápida e devastadora. “O país inteiro pode ser destruído em uma noite, e essa noite pode ser amanhã”, declarou. No dia anterior, ele já havia prorrogado um ultimato inicial e chegou a mencionar um horário específico, terça-feira às 20h, no horário do leste dos EUA, como um marco para possíveis ações.
Em meio à escalada de declarações, Trump também destacou como vitória o resgate de um tripulante de um caça F-15 abatido sobre território iraniano. Segundo ele, a operação demonstraria superioridade aérea americana. No entanto, analistas avaliam que o cenário é mais complexo e que o episódio não representa, necessariamente, domínio total na região.












