Senador nega “emendas Pix” e defende repasses à Fundação Oásis

O senador Carlos Viana (Podemos-MG) contestou a classificação de repasses parlamentares como “emendas Pix” e afirmou que os recursos enviados à Fundação Oásis seguiram o modelo “fundo a fundo”. Segundo ele, nesse formato, os valores são destinados aos municípios, e não diretamente à entidade, que é ligada à Igreja da Lagoinha e está no foco de investigações da CPMI do INSS.

De acordo com o parlamentar, a terminologia utilizada em parte das reportagens pode induzir a interpretações equivocadas sobre a destinação dos recursos. Em nota, Viana destacou que não se trata de transferências diretas e reforçou que os repasses passaram por análise técnica do Fundo Nacional de Assistência Social, além de fiscalização por conselhos municipais responsáveis pelo acompanhamento das políticas públicas.

O senador argumenta que, nesse tipo de transferência, cabe aos municípios decidir quais instituições serão responsáveis pela execução dos projetos. Nesse contexto, a Fundação Oásis teria sido escolhida pelas prefeituras locais, sem indicação direta do gabinete parlamentar, conforme sua versão dos fatos.

A manifestação ocorre após o ministro Flávio Dino determinar, na segunda-feira (30), que o senador apresente novos esclarecimentos sobre o envio de R$ 3,6 milhões em emendas parlamentares entre os anos de 2019 e 2025. O caso segue sob análise e integra discussões mais amplas sobre a transparência e a destinação de recursos públicos.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui