
A escalada de tensão no Oriente Médio ganhou novos contornos neste domingo, 29 de março, com a chegada de cerca de 3.500 fuzileiros navais dos Estados Unidos à região. Os militares desembarcaram a bordo do navio de guerra USS Tripoli, enquanto forças israelenses intensificaram ataques a alvos em território iraniano, especialmente na capital, Teerã.
De acordo com as Forças de Defesa de Israel, os bombardeios têm como alvo estruturas ligadas ao que classificam como “regime terrorista iraniano”. Ao longo do dia, moradores relataram fortes explosões em diversas áreas da cidade, além de interrupções no fornecimento de energia elétrica após danos à infraestrutura. Registros da mídia local indicam que os ataques atingiram pontos tanto na capital quanto em regiões próximas, como a província de Alborz.
Do lado iraniano, o discurso adotado foi de confronto direto. O presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que o país está “aguardando” a entrada de tropas americanas em seu território para reagir militarmente. Autoridades também confirmaram danos em estruturas elétricas, incluindo um poste de transmissão na entrada da cidade de Karaj, o que contribuiu para apagões temporários ao longo do dia.
Ainda segundo a imprensa iraniana, a situação começou a ser parcialmente normalizada no fim da tarde, com o restabelecimento da energia em várias áreas afetadas. No entanto, os ataques não se limitaram à capital. Uma universidade na cidade de Isfahan, no centro do país, teria sido atingida pela segunda vez no mesmo fim de semana, em ofensivas atribuídas aos Estados Unidos e a Israel.
O cenário se torna ainda mais delicado com a ameaça do Irã de retaliar atingindo universidades americanas e israelenses na região, classificadas como “alvos legítimos”. O governo iraniano também estabeleceu um prazo para que os Estados Unidos condenem os ataques até a próxima terça-feira, sob risco de novas ações militares.











