Mundo cruel: Homem é encontrado morto após cerca de dois anos em casa na Espanha

Os Mossos d’Esquadra encontraram, na quarta-feira, 23 de setembro de 2026, o corpo de um homem que estava morto havia aproximadamente dois anos dentro de uma residência em Cabrera d’Anoia, município da província de Barcelona, na Espanha. A vítima foi identificada por fontes da imprensa espanhola como Alberto S., de 77 anos. A esposa, de 59 anos, e a filha, de 22, continuavam vivendo no imóvel e foram levadas para atendimento médico e psicológico após a descoberta.

O caso veio à tona depois que vizinhos da região de Can Formiga alertaram as autoridades sobre a falta de movimentação na residência. Segundo os relatos divulgados, o imóvel apresentava acúmulo de lixo e sinais de abandono, enquanto um veículo permanecia estacionado no mesmo local havia longo período. Apesar disso, moradores afirmavam ouvir ruídos dentro da casa. Os serviços sociais do município também tentaram entrar em contato com a família antes da intervenção policial.

Quando os agentes entraram na residência, encontraram o cadáver em avançado estado de decomposição e coberto por uma manta. De acordo com o relato apresentado pela mulher aos policiais, o marido morreu em 2024 enquanto estava sentado no sofá. Depois da morte, o corpo teria sido coberto e deixado em outra parte da casa. A mulher e a filha afirmaram que praticamente não saíam da residência desde a pandemia de covid-19 e que faziam compras pela internet, recolhendo os pedidos deixados pelos entregadores do lado de fora.

A polícia catalã não identificou inicialmente sinais externos de violência no corpo. O cadáver foi encaminhado ao instituto de medicina legal de Barcelona, onde será realizada a autópsia para determinar a causa da morte e estimar com maior precisão quando o homem morreu. A investigação dos Mossos d’Esquadra permanece aberta e deverá esclarecer também as circunstâncias que fizeram o corpo permanecer dentro da residência por tanto tempo.

As duas mulheres não foram detidas e receberam atendimento dos serviços de saúde e assistência social. Até a atualização disponível em 24 de setembro, não havia confirmação de que a morte tenha sido provocada por terceiros. A hipótese de morte natural é considerada nos primeiros relatos, mas ainda não há conclusão oficial, e os investigadores aguardam os resultados dos exames forenses para determinar o que aconteceu.

O caso também ganhou repercussão pela situação de isolamento da família. As informações divulgadas pelos investigadores e por moradores indicam que mãe e filha praticamente não deixavam a residência desde a pandemia, enquanto o homem permanecia morto no imóvel. A polícia continua reunindo informações sobre a família, o estado da residência e o período entre a morte, relatada como ocorrida em 2024, e a descoberta do cadáver em 23 de setembro de 2026.

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