Cuiabá chegou a 878 casos confirmados de dengue em 2026 e três mortes provocadas pela doença, segundo o boletim epidemiológico mais recente da Secretaria Municipal de Saúde. Os dados mostram aumento dos registros nas últimas semanas, embora a média semanal de casos ainda esteja 6% abaixo da observada no mesmo período de 2025.
O avanço aparece com mais clareza na comparação entre julho e setembro. Em 16 de julho, a capital mato-grossense contabilizava 569 casos autóctones, quando a infecção ocorreu dentro do próprio município. Em 16 de setembro, esse número chegou a 878, acréscimo de 309 casos, equivalente a aproximadamente 54% de crescimento em dois meses.
A incidência também aumentou no período e chegou a 113,3 casos para cada 100 mil habitantes. A evolução dos boletins mostra crescimento contínuo: eram 605 casos no fim de julho, 648 em 12 de agosto, 683 em 19 de agosto, 739 no fim daquele mês e 878 na atualização de setembro. Apesar da alta, a Vigilância em Saúde informa que o acumulado ainda permanece abaixo do registrado em 2025.
O combate ao Aedes aegypti continua sendo realizado pelas equipes da Secretaria Municipal de Saúde. Até setembro, foram feitas 805.397 vistorias em imóveis de Cuiabá. Durante as ações, 87.158 imóveis receberam tratamento, 97.270 depósitos foram tratados e 23.268 depósitos que poderiam servir como criadouros foram eliminados.
A secretária interina de Saúde, Loicy Cunha, afirmou que a existência de casos exige a manutenção das ações de vigilância e prevenção. Segundo ela, as equipes continuam nas ruas realizando vistorias e eliminando possíveis criadouros, enquanto a população também é orientada a adotar medidas de prevenção dentro das residências.
Além da dengue, Cuiabá registra neste ano 133 casos confirmados de chikungunya, sem mortes pela doença. Foram ainda três confirmações de zika entre nove notificações, também sem registro de óbito. Os dados fazem parte do acompanhamento das arboviroses realizado pela Secretaria Municipal de Saúde.














