Disputa por terras e caça de onças coloca pai e filho na mira da polícia

Uma disputa por terras levou a Polícia Civil de Mato Grosso a deflagrar, nesta terça-feira, 1º de setembro de 2026, a Operação Caçador, que investiga dois homens, pai e filho, por suspeita de tentativa de homicídio, ameaças, invasão de propriedades, posse ilegal de arma de fogo e caça de animais silvestres. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Alto Paraguai e Barra do Bugres.

Os investigados têm 51 e 30 anos e passaram a ser alvo da apuração depois de registros de ameaças e conflitos relacionados à disputa pela posse de terras, que tiveram início no fim de 2025. Um dos episódios investigados ocorreu em 24 de dezembro daquele ano, quando um homem de 57 anos foi atingido por um disparo de arma de fogo durante uma discussão. A Polícia Civil passou a investigar se o conflito fundiário estaria relacionado ao ataque.

No decorrer das investigações, os policiais também receberam informações de que pai e filho estariam envolvidos na caça ilegal de onças-pintadas na região. A suspeita fez com que a apuração também abrangesse possíveis crimes ambientais. Até agora, porém, não foram divulgados detalhes sobre a quantidade de animais que teriam sido abatidos ou sobre eventual localização de restos de onças durante as buscas.

Durante o cumprimento dos mandados, equipes das Delegacias de Diamantino e Barra do Bugres apreenderam duas armas de fogo de cano longo e seis munições em uma propriedade rural de Alto Paraguai. Apesar das buscas, nenhum dos dois investigados foi localizado nos imóveis vistoriados. Por isso, a informação de que eles teriam sido presos, presente no título da publicação original, não corresponde ao resultado informado pela Polícia Civil sobre a operação.

A investigação continua para reunir elementos que permitam esclarecer a tentativa de homicídio, os conflitos envolvendo a propriedade rural e as demais suspeitas atribuídas aos dois homens. A Polícia Civil também busca identificar a responsabilidade dos investigados e reunir provas para eventual indiciamento.

A Operação Caçador, portanto, reúne duas frentes de investigação que se cruzaram durante a apuração: de um lado, o conflito pela posse de terras, que teria evoluído para ameaças e um episódio com disparo de arma de fogo; de outro, as informações sobre a suposta caça de onças-pintadas. Até o momento, os fatos permanecem sob investigação e os suspeitos não foram localizados durante o cumprimento dos mandados.

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