A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (27). O resultado é o menor registrado para um trimestre terminado em julho desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), em 2012.
O índice recuou 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre terminado em abril, quando a taxa de desocupação estava em 5,8%. Na comparação com o mesmo período de 2025, quando o desemprego era de 5,6%, houve redução de 0,3 ponto percentual. A população desocupada foi estimada em 5,8 milhões de pessoas, queda de 8% em relação ao trimestre anterior, o equivalente a 503 mil pessoas a menos procurando trabalho.
O mercado de trabalho também registrou recorde no número de pessoas ocupadas. No trimestre encerrado em julho, 103,3 milhões de brasileiros estavam trabalhando, alta de 1% em relação ao período anterior, com aproximadamente 1 milhão de pessoas a mais ocupadas. Na comparação anual, o crescimento foi de 899 mil pessoas. O nível de ocupação chegou a 58,9% da população em idade de trabalhar.
O emprego formal também atingiu o maior nível da série histórica. O número de trabalhadores do setor privado com carteira assinada, sem considerar os empregados domésticos, chegou a 39,4 milhões. O contingente de empregados sem carteira também aumentou, alcançando 13,8 milhões, alta de 3,6% no trimestre, o que mostra que parte do avanço da ocupação ocorreu fora do mercado formal.
A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores. O percentual ficou acima dos 37,2% registrados no trimestre encerrado em abril, mas abaixo dos 37,8% observados no mesmo trimestre de 2025. A população subutilizada também recuou, passando para 14,9 milhões de pessoas.
Outro indicador acompanhado pelo IBGE foi o rendimento dos trabalhadores. O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.762 no trimestre encerrado em julho, considerado estável em relação aos três meses anteriores. Na comparação com o mesmo período de 2025, entretanto, houve crescimento real de 3,3%.
Os dados divulgados pelo IBGE mostram, portanto, um mercado de trabalho ainda aquecido, com desemprego em nível historicamente baixo e recordes na população ocupada e no número de trabalhadores com carteira assinada. Ao mesmo tempo, a elevada informalidade e a estabilidade da renda no trimestre permanecem entre os pontos de atenção na avaliação do cenário de emprego no país.













