O dólar comercial encerrou o pregão desta segunda-feira (17) em queda de 0,36%, cotado a R$ 5,201 para venda, interrompendo uma sequência de cinco sessões consecutivas de alta. Durante o dia, a moeda norte-americana chegou a R$ 5,22 na máxima, mas perdeu força ao longo das negociações. O resultado ocorreu em meio à reação dos investidores a novos dados da economia brasileira e às declarações de autoridades sobre juros e política fiscal.

Na Bolsa, o Ibovespa fechou aos 166.783,57 pontos, com baixa de 0,09%, segundo a B3. Foi a décima sessão consecutiva de queda do principal índice acionário brasileiro, ampliando uma sequência negativa que já havia acumulado perdas superiores a 7% desde o início da série. Durante o pregão desta segunda-feira, o indicador oscilou entre 168.006,60 pontos, na máxima, e 166.463,50 pontos, na mínima.
No cenário doméstico, os investidores repercutiram principalmente o resultado do IBC-Br, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto. O indicador do Banco Central apontou retração de 0,64% da atividade econômica em junho, na comparação com maio, resultado mais fraco do que o esperado pelo mercado. Ao mesmo tempo, o Boletim Focus manteve as projeções para inflação, Selic, crescimento econômico e câmbio, sinalizando pouca mudança nas expectativas dos agentes financeiros.
As declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também estiveram no centro das atenções. Ele voltou a defender a manutenção de juros elevados enquanto a demanda interna continuar avançando em ritmo superior ao da oferta, como forma de conter as pressões inflacionárias. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, por sua vez, afirmou que uma redução da taxa básica de juros passa por uma política de gastos públicos responsável e coordenada entre os diferentes Poderes.
No ambiente corporativo, a recuperação judicial da Casas Bahia também pesou sobre os negócios. A companhia protocolou o pedido na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, com passivos de R$ 17,3 bilhões, depois de divulgar prejuízo de aproximadamente R$ 10 bilhões no segundo trimestre. As ações da empresa chegaram ao fim do pregão cotadas a R$ 0,44, com queda de 33,33%, enquanto o movimento sobre os papéis do setor contribuiu para pressionar o mercado acionário.
No exterior, a alta do petróleo e o aumento das tensões geopolíticas também contribuíram para a cautela dos investidores. O Brent chegou a operar próximo de US$ 90 por barril, enquanto as bolsas de Nova York encerraram o dia em baixa, com Dow Jones recuando 0,51%, S&P 500 caindo 0,52% e Nasdaq perdendo 0,31%. No Brasil, ações da Petrobras ajudaram a limitar a pressão sobre o Ibovespa, beneficiadas pela valorização do petróleo.














