O comércio varejista brasileiro cresceu 0,5% em junho de 2026, na comparação com maio, e encerrou o primeiro semestre com alta acumulada de 1,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) e indica uma recuperação das vendas no país durante a primeira metade do ano.
Segundo os dados divulgados em 13 de agosto, o desempenho de junho foi favorecido principalmente pela desaceleração da inflação e pelo aumento da população ocupada. A inflação medida no período passou de 0,58% em maio para 0,16% em junho, enquanto o número de pessoas ocupadas aumentou 1,1%. O cenário contribuiu para ampliar o poder de compra e movimentar o consumo das famílias.
Entre as oito atividades pesquisadas pelo IBGE, quatro registraram crescimento em junho. O maior avanço foi observado em outros artigos de uso pessoal e doméstico, com alta de 2,4%. Na sequência, supermercados, alimentos, bebidas e fumo cresceram 1,1%, enquanto móveis e eletrodomésticos tiveram alta de 0,4% e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria avançaram 0,2%.
Por outro lado, algumas atividades apresentaram retração no mês. As vendas de equipamentos de informática e escritório caíram 1,3%, enquanto combustíveis e lubrificantes recuaram 1,7%. O setor de tecidos, vestuário e calçados teve queda de 2,6%, e livros, jornais, revistas e papelaria registraram o maior recuo, de 9,9%.
No comércio varejista ampliado, que também considera veículos, peças e materiais de construção, houve queda de 1,0% em junho. Apesar do resultado negativo no mês, o segmento acumulou crescimento de 1,9% nos primeiros seis meses de 2026. O desempenho do comércio ocorre em um cenário no qual outros setores também apresentaram expansão no semestre, reforçando a atividade econômica brasileira na primeira metade do ano.
Fonte oficial: IBGE — Pesquisa Mensal de Comércio












