O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), proibiu a realização do 1º Campeonato de “Farmar Aura”, que estava marcado para esta sexta-feira, 24 de julho de 2026, no Parque das Águas. A decisão foi anunciada na quinta-feira (23), sob a justificativa de que o evento não atende ao interesse público e não possui autorização para utilizar o espaço municipal. A competição, inspirada em uma tendência popular entre jovens nas redes sociais, previa apresentações de até um minuto, com premiação em dinheiro aos participantes.
Durante entrevista coletiva, Brunini afirmou que o parque deve ser destinado a atividades voltadas ao esporte, lazer e convivência familiar. “Aquilo que não tem interesse público, a gente não tem por que liberar espaço público”, declarou. O prefeito também criticou a proposta do campeonato, dizendo que iniciativas desse tipo “vão diminuir a imagem do ser humano” e afirmou acreditar que, no futuro, os participantes sentirão vergonha de terem participado da brincadeira. Segundo ele, caso os organizadores tentassem realizar o evento no local, agentes municipais impediriam a ocupação por falta de autorização e de responsável técnico.
A declaração que mais repercutiu ocorreu quando Brunini foi questionado sobre o significado da expressão “farmar aura”. “Não tenho nem ideia. Eu sou hétero, cara. Eu não sei dessas coisas”, respondeu. Após um repórter observar que a gíria não possui relação com orientação sexual, o prefeito manteve a posição e disse apenas que esse tipo de atividade não aconteceria no Parque das Águas. A fala rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais e impulsionou o debate sobre o episódio.
Em resposta, o influenciador Cleo Castro, organizador do campeonato, contestou a versão apresentada pela Prefeitura. Segundo ele, o pedido de autorização para uso do espaço foi protocolado e a administração municipal deveria priorizar problemas estruturais da cidade em vez de impedir a realização do evento. Até o momento, a Prefeitura mantém o entendimento de que a competição não possui autorização para ocorrer em área pública, enquanto a polêmica continua repercutindo nas redes sociais e entre moradores da capital mato-grossense.














