A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira, 8 de setembro de 2026, a Operação Basalto para desarticular uma facção criminosa investigada por tráfico de drogas, associação para o tráfico, extorsão de comerciantes e lavagem de dinheiro. Ao todo, a Justiça expediu 34 ordens judiciais, sendo 12 mandados de prisão preventiva e 22 de busca e apreensão.
As medidas foram cumpridas em Pedra Preta, Rondonópolis, Itiquira e Cuiabá, incluindo diligências em unidades prisionais do Estado. A Justiça também determinou medidas cautelares diversas da prisão contra oito investigados, além do bloqueio de ativos financeiros ligados a três pessoas e a uma empresa. A atividade econômica e financeira de uma empresa suspeita de ser utilizada para movimentar e ocultar recursos também foi suspensa.
A investigação teve início a partir de uma prisão em flagrante por tráfico de drogas realizada em fevereiro de 2025, em Pedra Preta. Com o avanço das diligências, os policiais reuniram mensagens, áudios, imagens, comprovantes de transferências bancárias e planilhas que, segundo a investigação, revelaram uma estrutura organizada com divisão de funções entre lideranças, gerentes locais, operadores financeiros, distribuidores de drogas e integrantes encarregados de monitorar as forças de segurança.
Os investigadores também identificaram indícios de que parte das atividades criminosas era coordenada de dentro de unidades prisionais. De acordo com a apuração, integrantes utilizavam aparelhos celulares clandestinos e grupos de comunicação para administrar as atividades ilícitas, controlar o dinheiro, prestar contas e repassar orientações aos demais integrantes.
Um dos principais focos da Operação Basalto é um suposto esquema de extorsão contra comerciantes. Documentos apreendidos e analisados durante a investigação relacionam mais de 50 estabelecimentos comerciais de Pedra Preta a cobranças periódicas de valores destinados à facção. Segundo a Polícia Civil, os comerciantes eram constrangidos a fazer os pagamentos sob ameaça de represálias.
Entre os elementos reunidos estão diálogos, listas de estabelecimentos, planilhas com valores individualizados e comprovantes de transferências bancárias. A investigação também apontou o uso de contas de terceiros e de uma empresa para receber e movimentar valores que seriam provenientes do tráfico de drogas e das extorsões.
Além das prisões e buscas, as medidas determinadas pela Justiça incluem o comparecimento periódico em juízo, a proibição de contato entre investigados, restrições de acesso a determinados locais e a proibição de deixar a comarca sem autorização judicial para aqueles submetidos a cautelares diversas da prisão.
A investigação continua após o cumprimento das ordens judiciais. O material apreendido durante a operação será analisado pela Polícia Civil, que busca identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a apuração sobre a estrutura financeira e operacional da organização criminosa. Até 9 de setembro de 2026, não havia sido localizada divulgação oficial posterior indicando alteração no número de mandados ou no escopo da operação.














