O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfrentou nesta quinta-feira (13) um problema no registro de sua candidatura à Presidência da República depois de aparecer no sistema da Justiça Eleitoral como filiado ao partido Missão, e não ao Partido Liberal (PL). A alteração, registrada em 12 de agosto, inviabilizou inicialmente o pedido de registro da candidatura pelo PL.
A situação, porém, foi posteriormente corrigida. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou o restabelecimento da filiação de Flávio Bolsonaro ao PL e a exclusão do vínculo considerado indevidamente inserido com o partido Missão. A decisão ocorreu após um pedido de tutela de urgência apresentado pela campanha do senador.
O episódio começou após o sistema eleitoral registrar Flávio como integrante do Missão, partido que também lançou Renan Santos como candidato à Presidência. Segundo o TSE, não houve invasão hacker ao sistema: a filiação foi realizada por alguém que utilizou credenciais oficiais do partido. A Corte informou ainda que o caso deverá ser investigado pela Procuradoria-Geral Eleitoral e pela Polícia Judiciária.
O Missão afirmou que foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta e declarou ter tentado cancelar o vínculo no mesmo dia, sem sucesso. O partido também disse que havia identificado a movimentação anteriormente e que comunicou o gabinete de Flávio Bolsonaro. A campanha do senador, por sua vez, classificou o episódio como fraude e pediu investigação sobre a inclusão do nome no sistema eleitoral.
Com a decisão de Nunes Marques, a filiação de Flávio ao PL foi restabelecida, permitindo a regularização de sua situação para a disputa presidencial. O prazo final para apresentação dos pedidos de registro de candidatura nas eleições de 2026 termina às 19h de 15 de agosto, conforme as regras da Justiça Eleitoral.












