Deltan declara maior patrimônio entre candidatos ao Senado no Paraná

O ex-procurador da República Deltan Dallagnol, candidato ao Senado pelo Paraná pelo Novo, declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de aproximadamente R$ 2,7 milhões. O valor é o maior entre os candidatos ao Senado que já haviam registrado suas candidaturas no Estado até esta quarta-feira, 12 de agosto de 2026, segundo levantamento publicado pelo Plural. A declaração faz parte dos documentos apresentados pelos candidatos no processo eleitoral.

Entre os nomes já registrados, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) declarou patrimônio de aproximadamente R$ 1,9 milhão. Filipe Barros (PL) aparece na sequência entre os candidatos analisados, enquanto Alexandre Curi também apresentou sua declaração de bens à Justiça Eleitoral. Os valores refletem as informações declaradas pelos próprios candidatos e podem ser consultados no sistema oficial de divulgação de candidaturas e contas eleitorais.

A candidatura de Dallagnol ocorre após o ex-procurador ter sido anunciado para a disputa pelo Senado no Paraná. Ele ganhou projeção nacional como coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba e posteriormente entrou na política partidária. Em 2023, porém, o Tribunal Superior Eleitoral cassou, por unanimidade, o registro de sua candidatura a deputado federal, decisão que também resultou na perda do mandato que havia conquistado nas eleições de 2022.

A situação eleitoral de Dallagnol voltou a ser discutida em 2026. Em julho, o ex-procurador utilizou um mecanismo chamado Requerimento de Declaração de Elegibilidade para buscar uma manifestação da Justiça Eleitoral sobre sua condição para disputar as eleições deste ano. O pedido ganhou relevância porque a decisão do TSE de 2023 continua sendo utilizada por adversários e juristas como parte da discussão sobre a possibilidade de uma nova candidatura.

O patrimônio declarado em 2026 também pode ser comparado com o informado por Dallagnol em sua candidatura a deputado federal, em 2022. Naquela ocasião, ele havia declarado R$ 2,7 milhões em bens ao TSE. Entre os ativos apresentados estavam um apartamento avaliado em cerca de R$ 1,1 milhão e aproximadamente R$ 1 milhão em conta bancária e aplicações financeiras.

A comparação, entretanto, deve considerar que os valores declarados à Justiça Eleitoral não correspondem necessariamente ao valor de mercado dos bens. O sistema registra os valores informados pelo candidato e a composição declarada do patrimônio, servindo principalmente para dar transparência à situação patrimonial dos concorrentes. Assim, o levantamento do Plural mostra quem declarou os maiores valores entre os registros analisados até o momento, sem representar uma avaliação independente da riqueza dos candidatos.

No Paraná, a disputa envolve duas vagas para a Casa e reúne nomes conhecidos da política estadual e nacional. A situação de cada candidatura ainda estará sujeita à análise da Justiça Eleitoral durante o processo de registro.

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