CAF articula diálogo para ampliar investimentos na economia azul

O Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF) liderou um diálogo de alto nível em Fortaleza (CE) para discutir caminhos capazes de ampliar os investimentos na economia azul no Brasil. O encontro reuniu autoridades e representantes de diferentes setores para tratar do potencial econômico e ambiental das atividades relacionadas aos oceanos e às regiões costeiras. A iniciativa foi divulgada pelo próprio CAF em 12 de agosto de 2026.

A agenda busca aproximar governos, setor privado e instituições financeiras para transformar o potencial dos recursos marinhos em investimentos sustentáveis. Entre as áreas associadas à economia azul estão a pesca e a aquicultura, o turismo, a logística e os portos, as energias renováveis offshore, a inovação e a conservação dos ecossistemas marinhos e costeiros. O objetivo é conciliar geração de renda e empregos com a preservação dos oceanos.

A atuação faz parte de uma estratégia mais ampla do CAF para ampliar o financiamento relacionado aos oceanos. Em 2025, a instituição anunciou que pretende investir US$ 2,5 bilhões até 2030 em iniciativas de economia azul sustentável na América Latina e no Caribe. Os recursos poderão apoiar conservação e restauração de ecossistemas marinhos, pesca artesanal, turismo responsável, tecnologias limpas, energias oceânicas renováveis e a descarbonização de portos e do transporte marítimo.

O Brasil ocupa posição estratégica nessa agenda por sua extensa faixa costeira e pelo peso das atividades econômicas ligadas ao mar. Em Fortaleza, o tema já vinha sendo discutido por governos, indústria e instituições de pesquisa, inclusive durante o Ocean Summit 2026, realizado em junho, quando especialistas defenderam uma agenda capaz de ampliar investimentos, inovação e competitividade no setor.

O movimento também reforça a presença da economia azul entre as prioridades ambientais do CAF. Segundo a instituição, desde 2021 foram financiados e mobilizados US$ 952 milhões para projetos voltados à saúde dos oceanos e ao desenvolvimento de uma economia azul sustentável. A estratégia inclui ainda instrumentos financeiros específicos e o fortalecimento de cadeias de valor marinho-costeiras.

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