Polícia Civil mira autores de ataques virtuais contra autoridades

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta quarta-feira, 20 de maio de 2026, a Operação Stop Hate para cumprir mandados contra investigados por ataques, difamações e perseguições virtuais direcionadas a autoridades públicas. A ação ocorreu em Rondonópolis e teve como alvo suspeitos de praticar crimes por meio de redes sociais, especialmente no Instagram.

Segundo a Polícia Civil, foram cumpridas cinco ordens judiciais expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá. Entre as medidas estão três mandados de busca e apreensão domiciliar e duas medidas cautelares diversas. As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), com apoio da Delegacia Regional e da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.

As apurações começaram após denúncias de que perfis em redes sociais estariam promovendo manifestações ofensivas contra políticos e outras autoridades públicas, extrapolando os limites da liberdade de expressão. Conforme a investigação, os conteúdos continham ataques reiterados, perseguições digitais, acusações sem provas e publicações consideradas injuriosas e difamatórias.

De acordo com a Polícia Civil, em uma das publicações investigadas houve falsa imputação de homicídio a um secretário municipal de Rondonópolis, embora não exista qualquer investigação contra o gestor. Outras postagens atribuíram supostos casos de corrupção a integrantes do Poder Executivo municipal sem apresentação de provas. Também foram identificados vídeos e imagens produzidos com uso de inteligência artificial para expor as vítimas de maneira vexatória.

As investigações ainda apontaram ataques contra um deputado estadual, acusado pelos perfis de utilizar um secretário municipal como “testa de ferro”. Segundo a polícia, a expressão possui conotação associada a atividades ilícitas e provocou abalo à honra do parlamentar. Durante a apuração, os investigadores identificaram ligação dos perfis com uma empresa administrada pelos alvos da operação.

As ordens judiciais autorizam a apreensão de celulares, computadores e mídias digitais para preservação de provas e aprofundamento das investigações. Além disso, a Justiça determinou medidas cautelares proibindo novas publicações relacionadas às vítimas identificadas e também qualquer contato entre os envolvidos.

O delegado titular da DRCI, Sued Dias Junior, afirmou que as medidas foram necessárias para interromper a continuidade das condutas investigadas e garantir a preservação de provas digitais. Segundo ele, os equipamentos apreendidos serão encaminhados à Politec para realização de perícia técnica e possível identificação de novos elementos relacionados aos crimes apurados.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam e que novas medidas poderão ser adotadas no decorrer da operação. A ação integra o planejamento estratégico da corporação para 2026 dentro da Operação Pharus, voltada ao combate de grupos envolvidos em diferentes práticas criminosas no estado.

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