A Polícia Civil de Mato Grosso elucidou em menos de 48 horas o assassinato da estudante de Direito Valéria Araújo Corrêa, de 28 anos, encontrado na noite de 6 de maio de 2026 em uma quitinete no bairro Jardim Itália, em Tangará da Serra.
José Carlos Gomes de Souza, de 20 anos, foi preso na tarde de sexta-feira (8) e confessou o crime. Ele foi autuado em flagrante por feminicídio qualificado, estupro e roubo.
De acordo com o interrogatório, o jovem conheceu Valéria há cerca de dois meses por meio de um site de acompanhantes. Ele teria contratado programas sexuais com ela em cerca de oito ocasiões. No último encontro, cerca de dez dias antes do crime, José Carlos pagou R$ 200 por uma hora, mas foi expulso após 15 minutos. Ele alegou que a vítima o teria ameaçado de chamar a polícia, o que motivou a vingança.
Na madrugada do crime, o suspeito pulou o muro da residência, invadiu a quitinete enquanto Valéria dormia e a atacou. Segundo a confissão, ele tentou asfixiá-la com o cabo de uma chapinha de cabelo e, em seguida, desferiu 31 facadas, sendo a grande maioria no pescoço. A polícia investiga se houve estupro antes ou após a morte da vítima.
Valéria foi encontrada caída no quarto, com mãos e pés amarrados, corpo enrolado em colchas e lençóis. O amigo que a localizou precisou forçar a entrada no imóvel após a irmã, que mora em Minas Gerais, não conseguir contato com ela desde o dia anterior.
Durante a ação, o autor roubou um celular iPhone, um tablet e uma bicicleta. Ele permaneceu cerca de quatro horas dentro da residência para evitar ser visto. A faca utilizada no crime foi encontrada em uma caçamba de lixo próximo ao local.
José Carlos já possuía passagens policiais por roubo (com uso de arma branca), violência doméstica (Lei Maria da Penha) e divulgação de conteúdo sexual sem consentimento. Imagens de câmeras de segurança e a rápida ação integrada das delegacias de Tangará da Serra foram decisivas para a prisão.
O juiz Anderson Gomes Junqueira converteu a prisão em preventiva. O corpo de Valéria foi transladado para Minas Gerais, onde ocorrerá o sepultamento. A família abriu uma vaquinha para custear o traslado. O caso chocou a população de Tangará da Serra pela extrema violência e crueldade.













