Cacique Raoni volta à UTI com quadro de pneumonia

O líder indígena Raoni Metuktire, de 94 anos, voltou a ser internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Dois Pinheiros, em Sinop, no norte de Mato Grosso. A nova internação ocorre desde quinta-feira, 14 de maio de 2026, após agravamento de um quadro respiratório causado por pneumonia.

Segundo informações divulgadas pela unidade hospitalar, o estado de saúde do cacique é considerado estável, mas inspira cuidados devido à idade avançada e às comorbidades já existentes. A equipe médica decidiu pela transferência preventiva para a UTI no sábado, 16 de maio, para garantir monitoramento intensivo e acompanhamento contínuo.

Essa é a segunda internação de Raoni em menos de duas semanas. No início de maio, ele havia sido hospitalizado para tratar uma hérnia diafragmática traumática, recebendo alta médica no dia 9. Poucos dias depois, voltou a apresentar indisposição e dificuldades respiratórias, sendo novamente levado ao hospital.

De acordo com familiares, o líder indígena apresentou episódios de delírio e dificuldade para abrir os olhos nos últimos dias. O hospital informou que Raoni permanece sob cuidados de uma equipe multidisciplinar especializada, mas ainda não há previsão oficial de alta.

Além da pneumonia, o cacique possui histórico de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), insuficiência cardíaca e utiliza marcapasso cardíaco. As condições clínicas exigem atenção redobrada por parte da equipe médica.

Raoni Metuktire é reconhecido internacionalmente como uma das maiores lideranças indígenas do mundo. Desde a década de 1950, atua na defesa dos povos originários e da preservação da Amazônia, tornando-se símbolo global da luta ambiental e dos direitos indígenas. Ao longo da trajetória, recebeu homenagens internacionais e participou de encontros com chefes de Estado, ambientalistas e lideranças mundiais.

Morador da aldeia Kapot Nhinore, no Parque Indígena do Xingu, Raoni mantém forte influência política e social entre os povos indígenas brasileiros. O quadro de saúde do cacique segue sendo acompanhado por familiares, lideranças indígenas e autoridades de diferentes regiões do país.

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