Um vídeo que circula nas redes sociais desde o fim de semana ganhou repercussão após um homem afirmar que um vizinho precisou ser entubado na UTI depois de ingerir detergente da marca Ypê. A gravação foi compartilhada pelo influenciador Kallil Oliveira e rapidamente viralizou em meio à polêmica envolvendo a suspensão de lotes de produtos da empresa pela Anvisa.
No vídeo, o homem aparece dentro de um carro usando óculos escuros e relata que o vizinho teria bebido “três copos” do detergente como forma de brincadeira e protesto após vídeos nas redes incentivarem o consumo do produto. Segundo ele, o homem apresentou inicialmente um quadro de diarreia, mas depois desenvolveu uma infecção grave causada por bactéria no sangue, pulmão e urina, precisando ser internado e entubado em uma Unidade de Terapia Intensiva.
A declaração acontece dias depois de a Anvisa determinar, em 7 de maio de 2026, a suspensão da fabricação, distribuição e venda de lotes específicos de detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes da Ypê com numeração final 1. A medida foi tomada após identificação de falhas no controle de qualidade na fábrica da Química Amparo, responsável pela marca, com risco de contaminação microbiológica, incluindo pela bactéria Pseudomonas aeruginosa.
Após a decisão da agência reguladora, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro passaram a publicar vídeos consumindo o detergente em forma de protesto, alegando perseguição política contra a empresa. A polêmica se espalhou rapidamente nas redes sociais e gerou forte debate entre defensores da atuação técnica da Anvisa e críticos da medida sanitária.
Até o momento, porém, não existe confirmação independente ou divulgação oficial de autoridades de saúde sobre o caso específico citado no vídeo compartilhado por Kallil Oliveira. O relato permanece como uma declaração de terceiros publicada nas redes sociais, sem laudos médicos ou confirmação pública sobre a suposta internação relacionada ao consumo intencional do produto.
Especialistas reforçam que ingerir produtos de limpeza representa risco à saúde independentemente de contaminação microbiológica, podendo causar intoxicações, queimaduras internas, problemas respiratórios e complicações infecciosas. A própria Anvisa destacou que a suspensão dos lotes ocorreu como medida preventiva de segurança sanitária enquanto a empresa realiza adequações nos processos de fabricação.













