Uma explosão provocada durante uma obra da Sabesp deixou ao menos uma pessoa morta, três feridas e causou destruição em dezenas de imóveis no bairro do Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo. O acidente aconteceu na tarde de domingo (11), na região da Comunidade Nossa Senhora das Virtudes II, entre a Rua Floresto Bandecchi e a Rua Dr. Benedito de Moraes Leme, e mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e concessionárias envolvidas.
Segundo informações apuradas até esta segunda-feira (12), equipes da Sabesp realizavam um remanejamento de tubulação de água quando atingiram uma rede de gás da Comgás. Após o vazamento ser identificado, os trabalhos foram interrompidos e a companhia de gás acionada para o reparo, mas a explosão ocorreu durante a mobilização das equipes técnicas. A força da detonação destruiu completamente quatro imóveis e atingiu cerca de 35 residências na comunidade.
A vítima fatal foi um homem de aproximadamente 45 anos, encontrado soterrado sob os escombros. Além disso, três pessoas ficaram feridas, entre elas um funcionário da Sabesp. Cerca de 160 moradores precisaram deixar suas casas após o acidente. Imagens registradas no local mostram imóveis destruídos, carros danificados e moradores tentando retirar pertences dos escombros logo após a explosão.
O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais após publicação do jornalista Guga Noblat, que ironizou o episódio com a frase “Mais um da série ‘privatiza que melhora’”, relacionando o acidente à privatização da Sabesp, concluída em 2024 durante o governo de Tarcísio de Freitas. A crítica repercutiu entre opositores e defensores do modelo de capitalização da companhia.
Em resposta à tragédia, Sabesp e Comgás anunciaram auxílio emergencial de R$ 2 mil para cada família afetada, além de assistência psicológica, social e médica. O governador Tarcísio de Freitas convocou representantes das empresas e prometeu apoio às vítimas. Enquanto isso, a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros e órgãos reguladores investigam as causas do acidente e possíveis falhas de coordenação entre as concessionárias durante a execução da obra.
Até o momento, não há conclusão oficial sobre responsabilidade direta relacionada ao modelo de gestão da Sabesp após a privatização. As investigações seguem em andamento e devem analisar desde os procedimentos técnicos adotados na obra até a comunicação entre as empresas envolvidas no atendimento à ocorrência.













