O ajudante de oficina Eduardo Jesus Rodrigues, de 24 anos, preso por matar brutalmente o patrão em uma oficina mecânica na Asa Norte, em Brasília, no último dia 6 de maio, é o mesmo homem que tentou invadir o Supremo Tribunal Federal armado com uma faca de açougueiro em setembro de 2025. O caso ganhou ainda mais repercussão após a confirmação do histórico criminal do suspeito, que já havia mobilizado equipes de segurança da Praça dos Três Poderes meses antes.
A tentativa de invasão ao STF ocorreu em 11 de setembro de 2025, exatamente no dia em que o ministro-relator anunciou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão. Segundo registros da época, Eduardo se aproximou de uma das entradas do Supremo exigindo ser levado até os ministros da Corte. Durante a abordagem, policiais encontraram escondida com ele uma faca de açougueiro. Aos agentes, afirmou que queria “apresentar a arma” aos ministros porque “eles mandam no Brasil e poderiam ajudá-lo”.
O novo crime aconteceu dentro da oficina mecânica onde Eduardo trabalhava como ajudante, após ter sido indicado por um tio para o serviço. A vítima foi o empresário Flávio Cruz Barbosa, de 49 anos, proprietário do estabelecimento. Imagens de câmeras de segurança registraram toda a ação, considerada extremamente violenta pela Polícia Civil do Distrito Federal.
De acordo com as investigações, Eduardo agrediu o patrão com um chute no rosto antes de desferir dezenas de facadas contra a vítima. Relatos apontam que o empresário teria sido atingido cerca de 41 vezes. Após o ataque, o suspeito ainda arremessou uma roda de carro contra o corpo de Flávio e arrastou a vítima pelo chão da oficina. Policiais militares prenderam Eduardo em flagrante poucos minutos depois do crime.
A Justiça do Distrito Federal converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva. Durante depoimento, o suspeito apresentou versões consideradas confusas e contraditórias pelos investigadores. Além da ocorrência no STF, Eduardo já possuía antecedentes por porte de arma branca e tráfico de drogas. Até o momento, a Polícia Civil afirma que não há indícios de motivação política no homicídio ocorrido na oficina.
Natural de Luziânia, Eduardo Jesus Rodrigues segue preso enquanto a investigação tenta esclarecer a motivação do assassinato. O caso provocou forte repercussão no Distrito Federal devido à brutalidade do crime e ao histórico anterior do suspeito envolvendo a tentativa de acesso armado ao Supremo Tribunal Federal em um dos momentos de maior tensão política do país.













