Uma mulher de 19 anos foi conduzida pela Polícia Militar à Delegacia de Polícia Civil após ser apontada como suspeita de envolvimento em um esquema de estelionato contra uma clínica de estética em Alta Floresta. O caso foi registrado no Setor A da cidade e teria causado prejuízo de aproximadamente R$ 3 mil à proprietária do estabelecimento.
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima, uma empresária de 30 anos dona da clínica Espaço Laser, procurou a Central de Operações da Polícia Militar após ser alertada por clientes que afirmavam não reconhecer compras de pacotes estéticos realizadas em seus nomes. As cobranças envolviam serviços como depilação a laser e outros procedimentos oferecidos pela unidade.
De acordo com o relato, foram emitidos irregularmente sete boletos bancários com vencimento em 30 dias e seis cobranças via PIX diretamente pelo sistema da clínica ou da franquia. As transações teriam sido feitas sem autorização dos clientes, levantando suspeita de uso indevido do sistema administrativo da empresa.
Após o registro da ocorrência, a Polícia Militar confeccionou o Boletim de Ocorrência Policial Militar (BOPM) e encaminhou a suspeita, junto com toda a documentação do caso, para a Delegacia de Polícia Civil, responsável pela continuidade das investigações e pelas providências cabíveis. A apuração deve analisar possíveis acessos ao sistema interno da clínica, emissão dos boletos e movimentações relacionadas aos pagamentos via PIX.
Até o momento, não há divulgação de detalhes adicionais sobre a relação da suspeita com a clínica, mas a principal linha investigativa aponta para possível fraude interna ou uso indevido de acesso administrativo. Casos semelhantes envolvendo clínicas de estética e franquias do setor já foram registrados em outras regiões do país, geralmente ligados a fraudes digitais ou manipulação indevida de sistemas de cobrança.
A Polícia Civil deve ouvir clientes afetados, funcionários e a suspeita para esclarecer como as cobranças foram realizadas e se há participação de outras pessoas no esquema. O caso segue em investigação.













