Moradora de prédio atingido por avião denuncia assédio virtual

Uma das moradoras do prédio atingido pela queda de um avião de pequeno porte em Belo Horizonte denunciou estar sofrendo assédio virtual após aparecer em entrevistas sobre a tragédia ocorrida no último dia 4 de maio. Ainda abalada emocionalmente pelo acidente, a mulher afirmou que passou a receber mensagens ofensivas, ameaças e conteúdos de cunho sexual nas redes sociais.

Segundo reportagem publicada pelo Estado de Minas nesta sexta-feira (8), criminosos chegaram a criar perfis falsos utilizando a imagem da moradora para aplicar golpes e espalhar conteúdos distorcidos na internet. A situação teria agravado ainda mais o trauma provocado pela queda da aeronave, que matou três pessoas e deixou outras duas feridas no Bairro Silveira, na Região Nordeste da capital mineira.

O acidente aconteceu poucos minutos após o monomotor decolar do Aeroporto da Pampulha. A aeronave atingiu um prédio residencial, provocando destruição em apartamentos e mobilizando equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e forças de segurança. Apesar dos danos causados pela colisão, autoridades informaram que a estrutura do edifício não apresentava risco de desabamento.

Após conceder entrevistas relatando os momentos de desespero vividos durante a tragédia, a moradora disse ter se tornado alvo constante de ataques online. Entre os conteúdos recebidos, estão mensagens consideradas criminosas e tentativas de exploração da exposição pública causada pelo acidente. O caso reacendeu o debate sobre violência digital e assédio contra vítimas de tragédias que acabam ganhando visibilidade nacional.

A queda do avião continua sendo investigada pelas autoridades aeronáuticas. Entre as vítimas fatais está Fernando Moreira Souto, filho do prefeito da cidade mineira de Jequitinhonha, Nilo Souto. O episódio segue repercutindo em Minas Gerais, tanto pela gravidade do acidente quanto pelos desdobramentos envolvendo moradores afetados pela tragédia.

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