A juíza Mariana Francisco Ferreira, de 34 anos, morreu após complicações decorrentes de um procedimento de coleta de óvulos realizado em uma clínica de reprodução assistida em Mogi das Cruzes. O caso aconteceu nesta semana e passou a ser investigado pela Polícia Civil como morte suspeita e morte acidental.
Segundo o boletim de ocorrência, Mariana realizou o procedimento de fertilização in vitro na manhã de segunda-feira, 4 de maio de 2026. Após receber alta médica, ela retornou para casa, mas começou a sentir fortes dores e sensação intensa de frio poucas horas depois. Diante da piora do quadro, a magistrada foi levada novamente à clínica pela mãe.
Ao retornar à unidade médica, Mariana relatou inicialmente que acreditava ter urinado na roupa, mas a equipe identificou que ela sofria uma hemorragia vaginal. O médico responsável realizou uma sutura para tentar conter o sangramento antes de encaminhá-la para a Mogi Mater, onde foi internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva.
Na terça-feira, 5 de maio, a juíza passou por uma cirurgia, mas o quadro clínico continuou se agravando. Durante a madrugada de quarta-feira, 6 de maio, Mariana sofreu duas paradas cardiorrespiratórias. Apesar das tentativas de reanimação feitas pela equipe médica, ela não resistiu e morreu no início da manhã.
Natural de Niterói, Mariana Francisco Ferreira integrava o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul desde 2023 e atuava na Vara Criminal de Sapiranga. Antes disso, trabalhou em comarcas como Parobé, Porto Alegre e São Luiz Gonzaga. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul decretou luto oficial de três dias após a confirmação da morte da magistrada.
Em nota, a clínica responsável pelo procedimento lamentou a morte da juíza e afirmou que seguiu todos os protocolos médicos necessários. A instituição declarou que procedimentos cirúrgicos e de reprodução assistida possuem riscos inerentes, mesmo quando realizados dentro das normas técnicas e com acompanhamento especializado. A clínica informou ainda que está colaborando com as autoridades para esclarecer o caso.
A Polícia Civil solicitou exames ao Instituto Médico Legal e ao Instituto de Criminalística para determinar se houve eventual falha médica ou se a morte foi causada por uma complicação rara relacionada ao procedimento de fertilização. O caso segue sob investigação.













