Fantasmas na Alerj? Deputados prometem revelar quem dorme com os juízes

Uma série de exonerações promovidas pelo governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, desencadeou uma crise política no estado e provocou reação de deputados da Assembleia Legislativa (Alerj). Desde que assumiu interinamente, em abril de 2026, Couto iniciou uma ampla revisão de cargos comissionados, resultando na demissão de cerca de 1,6 mil funcionários ligados à gestão anterior, comandada por Cláudio Castro.

As exonerações fazem parte de um processo descrito como “faxina administrativa”, com foco em cargos considerados irregulares ou associados a práticas de apadrinhamento político. Levantamentos divulgados por diferentes veículos indicam que o número de demissões ultrapassa 1.400, podendo chegar a 1.568, dependendo da atualização dos dados. A iniciativa inclui auditorias internas e cortes em diversas áreas do governo estadual.

A resposta política veio rapidamente. Deputados estaduais, especialmente aliados de Cláudio Castro, passaram a ameaçar divulgar uma lista com nomes de supostas amantes de desembargadores que estariam nomeadas na Alerj sem exercer funções efetivas. A ameaça foi interpretada como retaliação direta às exonerações promovidas pelo governo interino, elevando o tom do confronto entre Executivo e Legislativo.

Segundo relatos, essas supostas nomeações envolveriam funcionárias que receberiam salários sem comparecer ao trabalho, configurando possíveis casos de “funcionários fantasmas”. A divulgação da lista, no entanto, ainda não ocorreu, e o episódio tem sido tratado como parte de uma escalada de tensão política no estado.

Os dois movimentos, a exoneração em massa e a reação dos parlamentares, são considerados fatos confirmados e vêm sendo amplamente noticiados. Analistas apontam que o episódio expõe mais uma vez conflitos estruturais na política fluminense, marcada historicamente por disputas internas, denúncias de irregularidades e práticas de clientelismo que atravessam diferentes gestões ao longo dos anos.

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