O avanço dos casos de sarampo no estado de São Paulo levou autoridades de saúde a ampliarem as estratégias de vacinação para tentar interromper a circulação do vírus. O Ministério da Saúde recomendou, em julho de 2026, que os municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo intensificassem a imunização durante a Campanha de Multivacinação, incluindo pessoas de 6 meses a 59 anos, independentemente do histórico vacinal.
A medida foi adotada após a identificação de uma cadeia de transmissão relacionada a casos importados e circulação local do vírus. Em São Paulo, a Secretaria Estadual da Saúde confirmou 16 casos de sarampo em 2026, sendo a maioria registrada na capital paulista. O cenário levou as autoridades a reforçarem a orientação para que a população procure os postos de saúde para atualizar a caderneta de vacinação.
Uma das principais ações adotadas foi a aplicação da chamada “dose zero” da vacina tríplice viral para bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias em áreas consideradas de maior risco. A estratégia busca oferecer proteção antecipada a crianças menores de um ano, grupo mais vulnerável às formas graves da doença, mas não substitui as duas doses previstas no calendário tradicional de vacinação.
O Ministério da Saúde informou que a vacinação continua sendo a principal ferramenta para evitar a reintrodução e a transmissão sustentada do sarampo no país. O Brasil havia recuperado o certificado de eliminação da circulação endêmica da doença concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde, mas mantém vigilância diante de casos associados a viagens internacionais e pessoas sem esquema vacinal completo.
Com o aumento dos registros em São Paulo, as autoridades reforçam que crianças, adolescentes e adultos devem verificar sua situação vacinal. A recomendação é que pessoas sem comprovação adequada de doses procurem uma unidade de saúde, principalmente nos municípios onde houve confirmação de casos, para reduzir o risco de novas cadeias de transmissão.












