O dólar encerrou o dia cotado a R$ 4,912, com queda de R$ 0,056, equivalente a 1,12%, atingindo o menor valor desde 26 de janeiro de 2024. Durante o pregão, a moeda chegou a uma mínima próxima de R$ 4,90. No acumulado de 2026, a divisa norte-americana já recua 10,51% frente ao real, refletindo um cenário favorável às moedas de países emergentes.
O movimento foi acompanhado pelo desempenho positivo da bolsa brasileira. O Ibovespa fechou em alta de 0,62%, aos 186.753 pontos, impulsionado pelo maior apetite global por risco. Esse ambiente tem favorecido a entrada de capital estrangeiro em mercados como o Brasil, contribuindo para a valorização do real ao longo do ano.
No cenário internacional, um dos principais fatores foi a queda expressiva nos preços do petróleo. O barril do tipo Brent recuou 3,99%, sendo negociado a US$ 109,87, enquanto o WTI caiu 3,9%, a US$ 102,27. A desvalorização da commodity está associada à redução das tensões geopolíticas após um cessar-fogo parcial entre Estados Unidos e Irã, o que diminuiu a aversão ao risco nos mercados globais. Ainda assim, o Estreito de Ormuz permanece como ponto de atenção para investidores.
No ambiente doméstico, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) reforçou a expectativa de manutenção de juros elevados por mais tempo, com a Selic em 14,5%. Esse patamar continua atraindo investidores estrangeiros para o país, aumentando a demanda por ativos brasileiros e fortalecendo o real.
A combinação de fatores externos e internos explica o desempenho recente do câmbio, embora o cenário siga sensível a novos desdobramentos, especialmente no campo geopolítico e nas próximas decisões de política monetária. Como se trata de um fechamento diário de mercado, os preços, especialmente do petróleo, podem sofrer variações rápidas ao longo das próximas sessões.













