Desenrola 2.0 é lançado: 1 milhão de brasileiros com dívidas de até R$ 100 terão nome limpo automaticamente

O governo federal lançou nesta segunda-feira (4 de maio de 2026) o Novo Desenrola Brasil (Desenrola 2.0), programa de renegociação de dívidas que prevê a desnegativação automática de cerca de 1 milhão de pessoas com débitos de até R$ 100. A medida foi anunciada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e sancionada por meio de Medida Provisória assinada pelo presidente Lula.

Os bancos participantes serão obrigados a limpar imediatamente o nome desses devedores. A mesma regra vale para quem aderir à renegociação dentro do programa. O foco principal são dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC) contraídas até 31 de janeiro de 2026 e com atraso entre 90 dias e 2 anos. O teto por pessoa é de R$ 15 mil.Principais condições da renegociação:

  • Descontos: de 30% a 90% no valor da dívida (média estimada de 65%);
  • Juros: limitados a 1,99% ao mês;
  • Prazo: até 48 meses para pagar, com primeira parcela em até 35 dias;
  • Público-alvo: brasileiros com renda de até 5 salários mínimos (R$ 8.105).

Uma das novidades é a possibilidade de usar até 20% do saldo do FGTS (ou R$ 1 mil, o que for maior) para abater as dívidas. O programa também inclui renegociações específicas para o Fies (com descontos de até 99% para inscritos no CadÚnico), micro e pequenas empresas e agricultores familiares.

Duração e contrapartidas

O Desenrola 2.0 terá duração de 90 dias. Como contrapartida, quem renegociar ficará com o CPF bloqueado em sites de apostas esportivas (bets) por 12 meses. Os bancos, por sua vez, deverão destinar recursos para educação financeira e não poderão mais financiar apostas via cartão de crédito ou Pix.

O governo estima que o programa, que conta com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO) e recursos do FGTS, deve beneficiar milhões de famílias e ajudar a reduzir o alto nível de endividamento no país, que afeta quase metade das famílias brasileiras.

Os interessados devem procurar diretamente os canais dos bancos onde possuem as dívidas. Não haverá uma plataforma única centralizada como na primeira edição.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui