Avião cai, bate em prédio e deixa dois mortos em Belo Horizonte; Globocop captou momento do acidente

Um avião monomotor de pequeno porte caiu e colidiu contra um prédio residencial no bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte, capital mineira, na tarde desta segunda-feira. O acidente deixou duas pessoas mortas e três feridas em estado grave. Ninguém no edifício se feriu.

A aeronave, um EMB-721C (modelo conhecido como “sertanejo”), fabricado em 1979, decolou do Aeroporto da Pampulha às 12h16 com destino ao Aeroporto Campo de Marte, em São Paulo. Poucos minutos após a decolagem, o piloto reportou dificuldades na subida à torre de controle e declarou emergência, segundo a NAV Brasil. A queda ocorreu na Rua Ilacir Pereira Lima, nº 667, a poucos quilômetros do aeroporto.

O avião atingiu a caixa de escada entre o terceiro e o quarto andar de um prédio de três pavimentos e caiu no estacionamento do local. De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), o impacto na estrutura central evitou que a aeronave invadisse apartamentos ocupados. “Se tivesse batido nas laterais, poderia ter atingido alguma residência”, explicou o tenente Raul.

Vítimas

Cinco pessoas estavam a bordo: o piloto e quatro empresários do setor de tecnologia. A aeronave havia saído de Teófilo Otoni (MG), fez escala em Belo Horizonte, onde uma passageira desembarcou, e seguia para São Paulo.

Mortos no local:

  • Wellington Oliveira (ou Welliton de Oliveira Pereira), piloto, 34 anos.
  • Fernando Moreira Souto, 36 anos, passageiro que ocupava o banco do copiloto. Ele era filho do prefeito de Jequitinhonha (MG) e empresário.

Feridos graves (encaminhados ao Hospital João XXIII):

  • Leonardo Berganholi Martins, cerca de 50 anos.
  • Arthur Schaper Berganholi, 25 anos (filho de Leonardo).
  • Hemerson Cleiton Almeida Souza (ou Souto), 53 anos.

Todos os moradores do prédio foram evacuados com segurança. Uma moradora, Avani Soares, relatou o momento de pânico: “Escurece tudo, cai um monte de estilhaço e eu penso ‘acabou o mundo’. […] Tinha uma catinga de combustível.”

Investigação

A Força Aérea Brasileira, por meio do CENIPA e do SERIPA III, investiga as causas do acidente, com indícios preliminares de falha de motor ou perda de potência logo após a decolagem. A Polícia Civil de Minas Gerais também apura o caso. A aeronave não possuía autorização para operação de táxi aéreo, conforme a ANAC.

O Globocop registrou o momento da colisão, e imagens impressionantes circulam nas redes sociais. Até o início da noite desta segunda-feira, não havia atualização sobre o estado de saúde dos feridos ou conclusões definitivas da perícia.

O caso mobiliza bombeiros, Samu, Defesa Civil e autoridades aeronáuticas. As investigações seguem em andamento.

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