Dois meninos, de 7 e 10 anos, foram vítimas de estupro coletivo no dia 21 de abril de 2026, na comunidade União de Vila Nova, bairro de São Miguel Paulista, na Zona Leste da capital paulista. O caso, investigado pelo 63º Distrito Policial (Vila Jacuí), ganhou repercussão nacional devido à gravidade dos crimes e à circulação de vídeos dos abusos.
De acordo com a investigação, os suspeitos, um adulto de 21 anos e quatro adolescentes, atraíram as crianças com o pretexto de empinar pipa e as levaram para um imóvel na região. Os agressores gravaram os atos e compartilharam os vídeos por aplicativos de mensagem, o que facilitou a identificação dos envolvidos.
Suspeitos e andamento da investigação
Até o momento, cinco suspeitos foram identificados. Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos, foi preso no dia 2 de maio na cidade de Brejões, na Bahia, e deve ser transferido para São Paulo. Três adolescentes já foram apreendidos. Um quarto adolescente, ainda foragido, é alvo de negociações para rendição.
A polícia indiciou os envolvidos por estupro de vulnerável, divulgação de imagem de menor e corrupção de menores. As investigações continuam para identificar outras pessoas que possam ter compartilhado os vídeos.
Descoberta e situação das vítimas
A família das crianças soube do crime pela circulação dos vídeos na internet. A irmã de uma das vítimas registrou a denúncia no dia 24 de abril. Devido a pressões e ameaças da comunidade, as famílias precisaram deixar às pressas o local onde moravam.
As duas crianças estão atualmente sob proteção da Prefeitura de São Paulo, com acompanhamento psicológico e do Conselho Tutelar. Uma delas permanece com a mãe em acolhimento; o outro está com irmãos em serviço socioassistencial. Os endereços das vítimas são mantidos em sigilo, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Repercussão entre autoridades
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Nico Gonçalves, manifestou-se de forma contundente sobre o caso. “Em 45 anos de polícia, não consegui ver o vídeo até o fim. É uma cena terrível, inesquecível, que vai ficar no meu subconsciente por muito tempo”, declarou.
O caso segue em investigação ativa pela Polícia Civil paulista. As autoridades reforçam o pedido para que os vídeos não sejam compartilhados, tanto por respeito às vítimas quanto em observância à lei.
Denúncias de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 100.












