Um empresário condenado por corrupção e citado na chamada “farra dos guardanapos” integrava o grupo de passageiros do voo privado que veio da ilha de São Martinho, no Caribe, e pousou no Aeroporto Catarina, em São Roque (SP), no dia 20 de abril de 2025.
A informação foi revelada pela reportagem do G1, que teve acesso ao inquérito da Polícia Federal. O voo PP-OIG transportava o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e outros parlamentares.
O empresário, que não teve o nome divulgado na matéria principal do G1, já foi condenado pela Justiça por crimes de corrupção e esteve envolvido no escândalo conhecido como “farra dos guardanapos”, episódio em que empresários e políticos foram flagrados em festas luxuosas com gastos elevados, incluindo o famoso episódio dos guardanapos usados para anotar pedidos caros.
O voo partiu de São Martinho (Saint Martin), território caribenho classificado pela Receita Federal como paraíso fiscal desde 2016. No desembarque, um auditor fiscal da Receita Federal é investigado por supostamente ter liberado as bagagens dos passageiros sem passar pelo raio-X, conforme registro feito por um agente de proteção da aviação civil (APAC) no livro de ocorrências do aeroporto.
A Polícia Federal investiga possível facilitação de contrabando ou descaminho. Como o caso envolve parlamentares com foro privilegiado, os autos foram enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF) e estão sob sigilo. A Procuradoria-Geral da República (PGR) deve se manifestar sobre o prosseguimento das investigações.
Posicionamentos
Até o momento, nem Hugo Motta nem Ciro Nogueira se manifestaram especificamente sobre a presença do empresário condenado no mesmo voo. Em nota anterior, Motta afirmou que cumpriu todos os protocolos aduaneiros durante a viagem.
A defesa do empresário também não se pronunciou publicamente sobre o novo desdobramento.
O caso ganhou maior repercussão após o G1 revelar a identidade e o histórico do empresário que viajava junto com as autoridades.
A investigação continua em andamento.












