GCMs de Mogi das Cruzes são afastados após vídeo mostrar abordagem violenta contra entregador de aplicativo

Dois guardas civis municipais (GCMs) de Mogi das Cruzes foram afastados de suas funções após um vídeo mostrar uma abordagem considerada abusiva contra um jovem entregador de aplicativo de delivery.

O caso ocorreu nos últimos dias e ganhou repercussão após o ativista e entregador JR Freitas (@jrfreitasofc_) divulgar o vídeo nas redes sociais. Nas imagens, os GCMs aparecem jogando a bicicleta de trabalho do entregador em um esgoto, furando os pneus e agredindo o jovem no rosto durante a abordagem.

A vítima, identificada como Alisson, é entregador de iFood. Após o incidente, ele ficou impossibilitado de trabalhar, pois perdeu sua principal ferramenta de trabalho. Alisson mora em uma região periférica da cidade com a esposa e uma filha de 3 anos.

Segundo JR Freitas, que tem atuado como articulador em defesa de entregadores, a pressão exercida sobre a Prefeitura de Mogi das Cruzes e uma representação feita junto ao Ministério Público, com apoio da deputada estadual Erika Hilton (PSOL), resultaram no afastamento dos guardas. Os GCMs vão responder a processo na Corregedoria da Guarda Civil Municipal.

A Prefeitura de Mogi das Cruzes confirmou o afastamento preventivo dos agentes e informou que uma investigação interna foi aberta para apurar possível abuso de autoridade.

Solidariedade e apoio

JR Freitas lançou uma campanha de solidariedade para ajudar Alisson. Ele divulgou o PIX alisson1703barreto@gmail.com para doações e informou que o entregador está recebendo atendimento jurídico gratuito da advogada Islan.

Até o momento, não há informações oficiais sobre eventual indiciamento dos guardas ou reparação material pela destruição da bicicleta.

O caso reforça o debate sobre o treinamento e os limites de atuação das Guardas Civis Municipais em abordagens a trabalhadores de aplicativos, categoria que frequentemente reclama de abordagens truculentas e excessos por parte de agentes de segurança.

A Secretaria de Segurança Pública de Mogi das Cruzes ainda não se manifestou publicamente sobre o andamento da corregedoria.

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