PF encontra cerca de R$ 2 milhões escondidos dentro de piano na casa de auditora fiscal no Rio

Durante a Operação Mare Liberum, a Polícia Federal apreendeu cerca de R$ 2 milhões em espécie escondidos dentro de um piano na residência de uma auditora fiscal da Receita Federal, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

A ação, deflagrada em 28 de abril, investiga um suposto esquema de corrupção na alfândega do Porto do Rio. Servidores públicos são acusados de receber propina para facilitar a liberação irregular de cargas, caracterizando crimes como corrupção passiva, concussão, contrabando, descaminho e lavagem de dinheiro.

Além do dinheiro encontrado no piano, a operação resultou na apreensão de outros valores em espécie (reais, dólares, euros e libras), totalizando mais de R$ 5 milhões em dinheiro vivo, além de relógios de luxo, vinhos importados e uma arma sem registro. Em um dos endereços, também foram encontrados cerca de US$ 83 mil.

A Justiça Federal determinou o afastamento de 25 servidores da Receita Federal, sendo 17 auditores fiscais e 8 analistas tributários. Eles atuavam na fiscalização aduaneira do Porto do Rio e foram substituídos por profissionais de outros estados.

De acordo com as investigações, o esquema teria movimentado cerca de R$ 86,6 bilhões em mercadorias entre julho de 2021 e março de 2026, com prejuízo estimado aos cofres públicos na casa dos R$ 500 milhões. Quase 17 mil declarações de importação estariam comprometidas por irregularidades.

A operação contou com o apoio do Ministério Público Federal (MPF) e da Corregedoria da Receita Federal. Foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Espírito Santo.

Até o momento, não foram divulgados os nomes dos servidores afastados. A defesa dos investigados ainda não se manifestou publicamente.

A Receita Federal informou que acompanha as apurações e reforçou que não tolera desvios de conduta por parte de seus servidores.


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