A Corregedoria da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC-MT) abriu apuração para investigar um escrivão de polícia recém-empossado que teria mantido perfis ativos em sites de acompanhantes masculinos em Cuiabá. O servidor é conhecido nos anúncios pelo apelido “Policial Novinho”.
De acordo com as denúncias, o jovem de 24 anos publicava fotos íntimas e explícitas, incluindo imagens em que aparece vestindo camisa da Polícia Civil ou da Academia de Polícia. Em um dos perfis, ele se descrevia como “baixinho, porém macho, malhado e forte”, “ativo”, com 1,60m de altura, 75 kg, e oferecia serviços sexuais pagos por valores a partir de R$ 200, incluindo “jantares, passeios e programas”. Em uma das descrições, constava a frase: “Tenho 18 cm de p(*8) e puro prazer para a sua diversão”.
As fotos utilizadas nos anúncios coincidem com imagens de suas redes sociais pessoais, o que facilitou a identificação do servidor. O caso ganhou repercussão após circular em grupos de WhatsApp e redes sociais de Cuiabá.
Situação funcional irregular
O escrivão tomou posse recentemente, mas sua nomeação está sub judice (pendente de decisão judicial). Ele foi reprovado no Teste de Aptidão Física (TAF) durante o concurso público e conseguiu a posse por meio de liminar. Além disso, o servidor possui registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT) e já frequentava a Academia de Polícia.
A Polícia Civil confirmou que o servidor está em situação “sub judice” por não ter sido considerado apto no TAF e informou que a Corregedoria foi acionada para analisar as denúncias. Caso confirmada a autoria dos perfis, o caso pode configurar infração disciplinar grave, especialmente pelo possível uso indevido da imagem institucional (farda/uniforme).
Até o momento, não há informação sobre afastamento preventivo do servidor nem posicionamento da defesa.
O que diz a instituição
A assessoria da Polícia Civil de Mato Grosso afirmou que a Corregedoria vai instaurar procedimento administrativo para apurar os fatos e eventuais responsabilidades. A instituição reforçou que o caso está sob investigação interna.
O escrivão ainda não se manifestou publicamente sobre as acusações.












