Caos na Saúde e falta de planejamento urbano marcam o forte discurso de fiscalização da vereadora Leonice Klaus

Durante a 10ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Alta Floresta, na sexta-feira, 10/04, a vereadora Leonice Klaus dos Santos proferiu um pronunciamento contundente, expondo a precariedade do atendimento público e denunciando o que classificou como um descaso administrativo com a saúde e a zeladoria da cidade. A parlamentar baseou sua fala em visitas técnicas realizadas in loco, apresentando relatos que chocaram o plenário.

Retrato do Abandono na Saúde Pública

O ponto central das denúncias de Leonice foi a situação da unidade PAN (Pronto Atendimento Municipal). A vereadora relatou que, em visita conjunta com o vereador Naldo, presenciou a unidade superlotada, com pacientes aguardando em pé por falta de assentos e apenas dois médicos para todo o atendimento. A situação mais grave, segundo ela, foi encontrar lençóis sujos de sangue e rasgados, além de flagrar animais circulando em áreas que deveriam ser rigorosamente limpas.

Leonice questionou a distribuição de pessoal da prefeitura, apontando que, enquanto a unidade de saúde conta com apenas duas profissionais de limpeza sobrecarregadas, há setores administrativos no gabinete com excesso de funcionários. Essa crítica à gestão de pessoal foi reforçada pelo vereador Claudinei, que lamentou a recente exoneração de diversas mulheres do quadro de limpeza de rua, o que impacta diretamente a zeladoria do município.

O Fracasso das Emendas Impositivas

A parlamentar manifestou profunda indignação com a má qualidade dos materiais adquiridos através de suas emendas impositivas. Leonice destinou R$ 48 mil para a compra de mobiliário, mas denunciou que as cadeiras entregues eram de baixíssima qualidade, quebrando em apenas dois dias, além de outras deixadas de lado por falta de parafusos. O vereador Naldo corroborou a denúncia, relatando que, em postos da zona rural como o da Rio Verde, o cenário é de abandono: o dinheiro das emendas já está na conta há um ano, mas os pacientes ainda dependem de macas velhas e rasgadas.

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