Distribuidora rejeita lançamento e aumenta crise de “Dark Horse”

O filme “Dark Horse”, produção que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, enfrenta novos obstáculos antes de sua chegada aos cinemas. Uma distribuidora recusou realizar o lançamento da obra, aumentando a crise em torno do longa-metragem e colocando em dúvida os próximos passos da produção.

A produção já vinha enfrentando questionamentos e polêmicas envolvendo financiamento, bastidores e a proximidade da estreia com o período eleitoral de 2026. O filme, produzido pela Go Up Entertainment, é uma cinebiografia inspirada na trajetória política de Bolsonaro e tem gerado debates desde a divulgação do projeto.

A situação se agravou após dificuldades para definir a distribuição comercial da obra. Sem uma empresa responsável por levar o filme às salas de cinema, o lançamento passa por incertezas, enquanto a equipe avalia alternativas para viabilizar a exibição. A estreia chegou a ser prevista para setembro de 2026, mas o calendário passou a ser alvo de dúvidas.

Além dos problemas de distribuição, o longa também esteve envolvido em discussões judiciais e políticas. Um pedido para impedir a exibição do filme durante o período eleitoral foi rejeitado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após decisão do ministro Kassio Nunes Marques.

A produção também passou por questionamentos relacionados aos valores envolvidos. A produtora informou que o filme teve custo de aproximadamente R$ 75 milhões e afirmou, por meio de perícia contratada pela defesa, que não houve utilização de dinheiro público na realização da obra.

Com as dificuldades para encontrar uma distribuidora e diante das polêmicas que cercam o projeto, “Dark Horse” segue sem um caminho definido para chegar ao público. O futuro do lançamento depende da solução dos entraves comerciais e das decisões envolvendo a estratégia de divulgação do filme.

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