O vereador altaflorestense Professor Nilson (Nilson Pereira da Silva) saiu em defesa da autonomia da educação e na necessidade de modernização das políticas urbanas do município. Com base em sua experiência de 34 anos como pedagogo, o parlamentar destacou desafios estruturais e propôs medidas para garantir avanços tanto na área educacional quanto no desenvolvimento da cidade.
O ponto de maior tensão de sua fala foi a denúncia de interferência da Secretaria Municipal de Educação no Conselho Municipal de Educação (CME). Nilson explicou que a educação municipal se sustenta em um “tripé” formado pela Secretaria, pelo Conselho e pelas escolas, e afirmou que esse sistema está “manquejando” diante de possíveis atos de abuso de poder e ilegalidade administrativa. A preocupação foi compartilhada por outros vereadores, como Dida, que confirmou a formalização da denúncia, além de Luciano e Darlan, que chegaram a propor a abertura de uma CPI para apurar os fatos.
Ainda na área educacional, o vereador questionou a retirada de televisores das salas de aula da educação infantil. Ele defendeu o uso dos aparelhos como um “instrumento pedagógico intencional”, posicionamento que foi reforçado pelo vereador Claudinei, que classificou a medida como incoerente, especialmente diante da chegada de novos equipamentos às unidades escolares.
Buscando fortalecer a autonomia das escolas, Nilson apresentou a Indicação nº 135/2026, propondo um aumento de 30% na verba bimestral do PDE (Plano de Desenvolvimento da Escola). Segundo ele, os valores estão defasados e há atrasos nos repasses municipais, citando como exemplo o não pagamento da verba de fevereiro até o mês de abril. O vereador também defendeu que, diante da insuficiência de recursos, não se deve proibir iniciativas das comunidades escolares, como rifas e arrecadações.
No campo do desenvolvimento urbano, o parlamentar relatou reuniões com setores técnicos da prefeitura para discutir entraves na regularização fundiária. Ele destacou dificuldades enfrentadas por moradores de baixa renda, que acabam obrigados a demolir partes de suas casas para atender exigências legais. Nesse contexto, Nilson propôs a chamada “anistia do passado”, com o objetivo de criar um marco que permita à cidade avançar sem penalizar construções já consolidadas.
“Nós precisamos realmente, concretizar essa questão da anistia do passado, ou seja, criar um divisor de águas para que nós possamos avançar e deixar a cidade crescer”, afirmou o vereador
O debate sobre crescimento urbano também foi reforçado pelo vereador Dida, que lembrou que Alta Floresta foi planejada para 50 mil habitantes, mas já ultrapassa os 80 mil, exigindo novas soluções de mobilidade e urbanismo. Encerrando sua participação, Professor Nilson convidou a população para a caminhada em prol do autismo, organizada pela AMA desde 2015, e manifestou apoio à moção de congratulação aos médicos pioneiros, destacando a importância de reconhecer essas figuras no ano do cinquentenário do município.












