Um avião fretado com imigrantes haitianos ficou retido por cerca de dez horas no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), na quinta-feira, 12 de março. A aeronave transportava 120 passageiros vindos de Porto Príncipe, capital do Haiti, e 118 deles foram impedidos de desembarcar após fiscalização realizada pela Polícia Federal.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades, o voo pousou por volta das 9h da manhã. Durante o procedimento de controle migratório, agentes da Polícia Federal identificaram irregularidades na documentação apresentada por parte dos passageiros, o que levou à decisão de impedir a entrada imediata no país. Com isso, os imigrantes permaneceram dentro da aeronave por várias horas enquanto a situação era analisada.
A Polícia Federal informou que, durante a verificação, foi constatado que grande parte dos passageiros apresentava vistos humanitários falsificados. De acordo com a legislação migratória brasileira e normas internacionais da aviação, nesses casos a responsabilidade pelo retorno dos passageiros ao país de origem é da companhia aérea que realizou o transporte.
A empresa responsável pelo voo, a Aviación Tecnológica S.A. (Aviatsa), afirmou que os passageiros pretendiam solicitar refúgio ou proteção migratória no Brasil e que todos possuíam passaportes válidos. A companhia também criticou a condução da operação e relatou que os imigrantes permaneceram por horas dentro do avião sem acesso adequado a água e alimentação.
Após o período de retenção, os passageiros foram autorizados a deixar a aeronave e encaminhados para uma área restrita do aeroporto, onde receberam assistência básica. Na manhã seguinte, eles deveriam iniciar o processo de análise migratória e eventual pedido de refúgio junto às autoridades brasileiras












