Os corpos dos cinco integrantes da banda Mamonas Assassinas serão exumados na próxima segunda-feira, 23 de fevereiro, quase 30 anos depois do grave acidente aéreo que encerrou a carreira meteórica do grupo em 1996. A decisão foi tomada em comum acordo entre as famílias, que optaram pela cremação dos restos mortais e pela criação de uma homenagem simbólica que busca reforçar a lembrança do legado cultural deixado pelos músicos.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, a ideia é utilizar as cinzas dos integrantes para produzir adubo e plantar cinco árvores no BioParque Cemitério de Guarulhos, cidade onde os artistas moravam e iniciaram a trajetória que os transformaria em fenômeno nacional. Cada árvore deverá representar um dos membros da banda, servindo como um memorial vivo à carreira e ao impacto que tiveram no cenário musical brasileiro nos anos 1990.
O acidente que vitimou os músicos aconteceu na noite de 2 de março de 1996, quando o jato Learjet 25D, que os transportava após uma apresentação em Brasília, colidiu contra a Serra da Cantareira, na zona norte de São Paulo. Além dos cinco integrantes, morreram também o piloto, o co-piloto, um assistente de palco e um segurança, em um episódio que causou comoção nacional e marcou profundamente a história da música no Brasil.
Na época, o grupo havia lançado apenas um álbum, mas o sucesso foi imediato e estrondoso, com milhões de cópias vendidas em poucos meses e músicas como Brasília Amarela e Pelados em Santos alcançando enorme popularidade em rádios e programas de televisão. Três décadas depois, a decisão das famílias de exumar e homenagear os músicos reabre a memória desse momento dramático e celebra a importância que os Mamonas Assassinas tiveram para várias gerações de fãs.












