Mato Grosso registra 30 professoras e alunas vítimas de falsos nudes na internet

Um levantamento divulgado recentemente pela organização SaferNet Brasil revelou que Mato Grosso teve pelo menos 30 mulheres, entre professoras e alunas de instituições de ensino públicas e privadas, vítimas de manipulação de imagens íntimas por meio de inteligência artificial. São casos em que os rostos das vítimas foram inseridos em vídeos ou fotos de nudez sem consentimento e publicados na internet, configurando uma forma grave de violação de privacidade e dignidade humana.

De acordo com o estudo, Mato Grosso ocupa a segunda posição no ranking nacional desses crimes, atrás apenas de São Paulo, que contabilizou 51 vítimas, e empatado com Pernambuco. O levantamento abrange denúncias identificadas por meio de monitoramento de notícias e contas on-line, com relatos que apontam aumento nas ocorrências de deepfakes sexuais nos últimos anos.

As deepfakes sexuais são criadas utilizando ferramentas de inteligência artificial para manipular digitalmente imagens e vídeos, de modo a produzir conteúdo erótico com o rosto de pessoas sem sua autorização. Especialistas e organizações de combate a crimes cibernéticos alertam que além do impacto psicológico e social para as vítimas, essa prática pode facilitar outros tipos de crimes virtuais, como extorsão e disseminação em plataformas e grupos privados.

O relatório completo da SaferNet Brasil deve ser lançado no próximo mês, e a organização defende medidas mais eficazes para coibir a produção e a distribuição desses materiais, incluindo o bloqueio de ferramentas de automação usadas pelos criminosos, bem como o rastreamento de movimentações financeiras e a responsabilização dos envolvidos.

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