A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Minas Gerais foi impedida de acessar duas minas da mineradora Vale S.A. nas cidades de Congonhas e Ouro Preto, durante visita prevista para o dia 13 de fevereiro de 2026. A intenção era verificar as condições de segurança das estruturas, diante dos extravasamentos de rejeitos ocorridos em janeiro, e avaliar riscos ao meio ambiente e às comunidades próximas.
A empresa informou que as visitas precisavam ser adiadas para o dia 20 de fevereiro, alegando que seriam necessárias adequações nas áreas antes de receber os parlamentares, especialmente para garantir a segurança da equipe técnica que iria acompanhar a fiscalização. A Vale afirmou ainda que propôs formalmente a nova data, e destacou a importância de que técnicos capacitados estivessem presentes.
Contrariada com a decisão da mineradora, a deputada Beatriz Cerqueira, que requisitou a visita, disse que a empresa tinha ciência da programação desde o início da semana e que vinha tentando impedir o acesso dos legisladores desde a quarta‑feira anterior. Ela afirmou que, após incidentes graves envolvendo atividades minerárias no estado, a Vale deveria demonstrar mais atenção com o tema e receber os órgãos de fiscalização.
Moradores impactados pela atividade minerária e lideranças ambientais também foram barrados pela Vale no local, o que gerou insatisfação entre comunidades e representantes sociais. Um dos moradores relatou que no momento do derramamento de rejeitos ele não foi alertado de imediato, gerando dúvida sobre a situação e insegurança sobre possíveis novos rompimentos. A Comissão da Assembleia afirmou que seguirá com o trabalho de fiscalização, questionando a legalidade da empresa em determinar quando o Poder Legislativo pode realizar sua função de fiscalização.












