
Documentos do caso Jeffrey Epstein mencionam o banqueiro brasileiro André Esteves, do BTG Pactual, em um e-mail enviado por Ian Osborne a Epstein na noite de 19 de abril de 2012. No texto, Osborne relata ter acabado de pousar em São Paulo e que pegaria um helicóptero para encontrar Esteves, informando que ligaria para Epstein ao término do encontro.
O banqueiro, entretanto, negou veementemente que o encontro tenha ocorrido, afirmando que nunca conversou com Epstein ou com Ian Osborne. Ele declarou que não houve qualquer reunião ou comunicação entre as partes citadas. A menção gerou repercussão por ligar o nome de Esteves a um dos casos de abuso sexual mais notórios internacionalmente.
No Brasil, a investigação sobre a rede de Epstein revela que a atuação do americano e de seus parceiros se estendeu por mais de uma década. Arquivos e documentos mostram tentativas de aproximação com personalidades e possíveis contatos com jovens brasileiras, embora a comprovação de envolvimento direto de figuras públicas ainda seja objeto de análise das autoridades.
Paralelamente, surgiram relatos equivocados envolvendo a apresentadora Luciana Gimenez, que foi falsamente associada ao recebimento de mais de 12 milhões de dólares de Epstein. Documentos oficiais, no entanto, mostram que o valor estava vinculado a um trust controlado pelo próprio Epstein e que as contas de Gimenez tiveram movimentação mínima, sem qualquer relação financeira com o criminoso. O caso evidencia como a interpretação apressada de arquivos pode gerar desinformação e prejudicar pessoas inocentes.












