A classificação da Argentina para a final da Copa do Mundo de 2026 ganhou um novo capítulo fora das quatro linhas após a vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra, na quarta-feira (15). Depois do apito final, jogadores argentinos comemoraram a vaga exibindo uma faixa com a frase “Las Malvinas son Argentinas”, em referência à histórica disputa territorial entre Argentina e Reino Unido pelas Ilhas Malvinas, conhecidas pelos britânicos como Falkland Islands. O gesto rapidamente repercutiu internacionalmente e provocou uma resposta do governo britânico.
A reação oficial veio por meio de representantes do governo do Reino Unido, que classificaram a manifestação como inadequada e reforçaram a posição britânica sobre a soberania do arquipélago. Em uma resposta que também ganhou destaque na imprensa internacional, autoridades afirmaram que “a Copa pode não ser nossa, mas as Falklands são”, reafirmando o entendimento do governo britânico de que as ilhas permanecem sob sua administração.
O episódio ampliou uma rivalidade que ultrapassa o futebol e tem origem na Guerra das Malvinas, conflito travado em 1982 entre Argentina e Reino Unido pela posse do arquipélago. Antes mesmo da semifinal, o clima já havia sido acirrado por declarações da vice-presidente argentina, Victoria Villarruel, que chamou os ingleses de “piratas usurpadores” ao comentar o confronto. Em contrapartida, o técnico Lionel Scaloni havia defendido que a partida fosse tratada apenas como um evento esportivo, sem conotações políticas.
A repercussão do caso não ficou restrita aos governos dos dois países. Autoridades das Ilhas Malvinas solicitaram que a Fifa investigue a exibição da faixa, alegando possível descumprimento das normas da entidade sobre manifestações de caráter político durante competições oficiais. Até o momento, a Fifa não anunciou eventual punição, mas o episódio aumentou a tensão diplomática em torno da final da Copa do Mundo e voltou a colocar a histórica disputa pelas ilhas no centro do debate internacional.












