O jornalista Luan Araújo, perseguido por Carla Zambelli de arma em punho nas ruas dos Jardins, em São Paulo, na véspera do segundo turno de 2022, abriu uma vaquinha no último domingo para arrecadar R$ 25 mil destinados às custas do processo por danos morais que move contra a deputada na Justiça paulista. Até o momento, ele reuniu menos de R$ 5 mil. Araújo afirma ter solicitado gratuidade de Justiça, mas o pedido foi negado.
Zambelli foi condenada criminalmente pelo Supremo Tribunal Federal por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal no episódio envolvendo o jornalista, recebendo pena de cinco anos e três meses em regime inicial semiaberto. Mesmo assim, o deputado acabou condenado por difamação em ação movida pela própria Zambelli em São Paulo, decisão que sua defesa levou ao STJ. Agora, ele move ação contra a parlamentar.
A sentença do STF determinou a perda do mandato, mas, ao analisar a cassação de Zambelli nesta quarta feira, a Câmara não tratou do caso da perseguição armada. A votação envolvia a outra ação penal em que a deputada foi condenada, relativa à violação e fraude do sistema digital do Conselho Nacional de Justiça. O plenário rejeitou a cassação.
De São Paulo, Araújo disse ter acompanhado a sessão pela internet. Para ele, o resultado não surpreende. O jornalista lamentou o desfecho e afirmou que o Congresso atua de acordo com interesses próprios, classificando o ambiente político como retrógrado e autoritário.












