A Agência Nacional de Vigilância Sanitária manteve por unanimidade a suspensão da fabricação, distribuição e comercialização de diversos produtos da Ypê após julgamento realizado nesta sexta-feira (15). A decisão da diretoria colegiada da Anvisa ocorreu após a Química Amparo, fabricante da marca, apresentar recurso contra a resolução publicada no último dia 7 de maio. As medidas atingem especificamente produtos cujos lotes terminam com o número 1.
A sessão foi transmitida ao vivo pelo canal oficial da Anvisa no YouTube, após a própria empresa solicitar que o julgamento ocorresse de forma pública, abrindo mão do sigilo do processo. Durante a análise do recurso, os diretores da agência afirmaram que as providências adotadas pela fabricante até o momento não foram suficientes para eliminar os riscos sanitários identificados durante as inspeções.
Em seus votos, os integrantes da diretoria destacaram a permanência de falhas consideradas graves no sistema de controle de qualidade da empresa. O diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, afirmou que os produtos da Ypê apresentam um “histórico recorrente de contaminação microbiológica”, reforçando a necessidade de manutenção das restrições impostas pela agência reguladora.
As sanções contra a empresa tiveram origem em uma inspeção realizada entre os dias 27 e 30 de abril na fábrica da Ypê, localizada em Amparo. Segundo a Anvisa, foram encontradas irregularidades no sistema de garantia das chamadas boas práticas de fabricação, envolvendo produtos como detergentes, desinfetantes e sabões líquidos para roupas.
A possibilidade de contaminação microbiológica levantou preocupação dentro da agência reguladora, que considerou haver risco potencial à saúde dos consumidores. Por isso, a suspensão foi aplicada preventivamente enquanto a empresa realiza adequações exigidas pelos órgãos sanitários.
Em nota enviada à imprensa, a Química Amparo afirmou que continua colaborando com as autoridades sanitárias e reforçou o compromisso com a segurança e qualidade de seus produtos. A empresa também informou que seguirá adotando medidas corretivas para atender integralmente às exigências da Anvisa. O caso continua sendo acompanhado pelos órgãos de fiscalização sanitária.













