Ação “Cadeira Vazia” alerta sobre violência contra mulheres na Feira Livre de Alta Floresta

O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Alta Floresta levou neste domingo (8) a ação “Cadeira Vazia” à Feira Livre Municipal, um dos espaços mais movimentados da cidade, para sensibilizar a população sobre os diferentes tipos de violência enfrentados pelas mulheres. A iniciativa foi coordenada pela presidente interina do conselho, Ilmarli Teixeira, que destacou a urgência do tema diante do crescente número de casos registrados no município e no estado.

A simbologia da cadeira e o alerta sobre feminicídio
O principal elemento da campanha é uma cadeira decorada com uma coroa de girassóis. Segundo Ilmarli, o símbolo busca representar a vida das mulheres e lembrar aquelas que não estão mais presentes. A frase que acompanha a intervenção, “Essa cadeira está vazia porque uma mulher que poderia estar sentada aqui foi vítima de feminicídio”, reforça o impacto da mensagem. Ilmarli estava visivelmente emcionada e nao conteve as lágrimas enquanto conversava com a equipe do Diarionews.

A presidente interina afirmou que Mato Grosso ocupa o segundo lugar no ranking nacional de feminicídios e que o cenário local é igualmente preocupante. Em Alta Floresta, são frequentes os registros de agressões e de medidas protetivas. “A gente lida todos os dias com denúncias das mais variadas formas de violência, desde a física até a patrimonial. É difícil olhar para esses números”, afirmou.

Violência vai além das estatísticas, diz conselho
Ilmarli explicou que a campanha busca chamar a atenção para tipos de violência que nem sempre são visíveis. “A violência patrimonial não aparece, mas é sentida. A violência emocional, o assédio, todos esses casos têm crescido”, disse. Ela também comentou a recente propaganda do governo estadual, que afirma que 100% dos casos de feminicídio são solucionados. Para ela, a informação é parcial, pois não abrange os demais tipos de agressões enfrentadas pelas mulheres. “Os casos de morte são resolvidos. Mas e as outras violências? Essas não entram na estatística.”

Rede de apoio atua de forma integrada
O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher integra uma rede de proteção composta por órgãos como Patrulha Maria da Penha, Ministério Público, Polícia Civil, Polícia Militar, Cras, Creas e outras instituições municipais. Segundo Ilmarli, o trabalho conjunto garante suporte às vítimas e amplia o alcance das ações de prevenção e acolhimento.

“Nossa finalidade é estar nas ruas, nos espaços públicos, mostrando o papel do conselho e reforçando a importância de denunciar. Por isso estamos aqui na feira, conversando com as pessoas e trazendo a reflexão de que violência contra a mulher não é brincadeira”, concluiu.

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