Estagiária de Fórum é presa por golpes bancários em MT

A estudante de Direito Lília Grazielly Correia da Silva, 20 anos, ex-estagiária do Fórum de Tangará da Serra (MT), foi presa em flagrante por estelionato qualificado após investigação que apontou sua participação em um esquema de golpes bancários. Apesar de receber cerca de R$ 2 mil mensais, ela ostentava veículos de alto valor, celular de última geração e motocicleta importada, o que chamou a atenção da Polícia Civil.

Lília e o namorado, Mauro Henrique Santos Vilela, de 21 anos, também preso, enviavam falsos links de pagamento pelo WhatsApp se passando por gerentes de bancos. Segundo as investigações, um funcionário de agência bancária é suspeito de repassar dados pessoais das vítimas ao casal, o que aponta para uma possível organização criminosa em atuação na cidade.

O juiz Anderson Gomes Junqueira decretou a prisão preventiva dos dois, fundamentando a decisão nos artigos 311, 312 e 313 do Código de Processo Penal, além do artigo 171 do Código Penal, que trata do estelionato mediante fraude eletrônica.

A perícia nos celulares do casal revelou mensagens preparadas para se passar por funcionários do Bradesco. Lília utilizava a identidade falsa de “Liliane Corrêa”, enquanto Mauro se apresentava como “Rafael Corrêa”, ambos supostos gerentes de agência. Os textos padronizados buscavam ganhar a confiança das vítimas e induzi-las a clicar em links fraudulentos.

O inquérito começou há cerca de 30 dias, após denúncias sobre o padrão de vida incompatível da estagiária. Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência de Lília, foram encontrados seis celulares, um notebook, vários chips e dinheiro em espécie. Minutos antes da chegada dos policiais, o casal ainda havia enviado novas mensagens a possíveis vítimas.

Além do modo de atuação individual, as investigações revelam que o casal coordenava um grupo criminoso com divisão de tarefas, regras internas, punições e recompensas para seus integrantes. O esquema incluía a seleção de números a serem utilizados nas abordagens e estratégias para ampliar os ganhos ilícitos.

Lília e Mauro seguem presos enquanto a Polícia Civil aprofunda a investigação sobre a possível participação de outros envolvidos, inclusive o servidor bancário suspeito de colaborar com o grupo.

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