A Polícia Federal assumiu a investigação sobre a queda de uma aeronave supostamente utilizada no tráfico internacional de drogas na região de Juara, a cerca de 700 km do médio-norte de Mato Grosso. Os destroços foram encontrados na tarde de terça-feira (2) em uma área de vegetação queimada, possivelmente incendiada após o impacto. A operação contou com apoio do Grupo Especial de Fronteira (Gefron).
Segundo as autoridades, o avião teria sido abatido pela Força Aérea Brasileira (FAB) na última sexta-feira (28), após voar sem plano de voo e representar risco à segurança nacional. O piloto seria o ex-delegado da Polícia Civil Arnaldo Agostinho Sottani, de 53 anos, conhecido por envolvimento em rotas criminosas da região. Sottani atuou como delegado em Alta Floresta em 2005 e já respondeu a procedimento administrativo por receptação de gado roubado.
O ex-delegado ganhou “notoriedade na área do crime” em 2016, quando foi preso em General Carneiro transportando 150 quilos de cocaína em uma aeronave. Na ocasião, tentou levantar voo em uma pista clandestina, mas foi baleado na perna durante troca de tiros com policiais de uma operação conjunta. Três comparsas foram presos no local.
Em março de 2021, Sottani voltou a ser detido, desta vez pela Polícia Civil de Minas Gerais, acusado de lavagem de dinheiro ao tentar comprar um avião pagando R$ 260 mil em espécie. Nas redes sociais, ele ainda divulgava serviços de um suposto escritório de advocacia.
A queda ocorreu em área de mata de difícil acesso, na comunidade rural Portal do Céu, em Paranorte, a cerca de 80 km da zona urbana de Juara. Após a localização dos destroços, equipes da Polícia Civil, Politec, Corpo de Bombeiros e demais forças de segurança foram mobilizadas e trabalharam até a madrugada de quarta-feira (3).
A ausência de corpo no local reforça a suspeita de que o piloto tenha sido resgatado por comparsas antes da chegada das equipes. Também é investigada a possibilidade de que o fogo tenha sido provocado para destruir a carga de drogas que estaria a bordo. Informações sobre o uso de cães farejadores não foram confirmadas e os detalhes da operação estão sob sigilo.
Sottani possui longo histórico criminal. Em 2016, foi preso em General Carneiro transportando 150 kg de cocaína em um avião e chegou a ser baleado na perna ao tentar decolar para fugir. Em 2021, foi novamente detido, dessa vez pela Polícia Civil de Minas Gerais, por suspeita de lavagem de dinheiro ao tentar comprar uma aeronave com R$ 260 mil em espécie.
A Polícia Federal segue com os levantamentos para identificar oficialmente a aeronave, confirmar a rota e esclarecer se houve resgate após a queda.













O título deveria ser.
Corpo do piloto foi roubado após o acidente.