Uma empresária identificada como Carolina Sthela Ferreira dos Anjos está sendo investigada pela Polícia Civil do Maranhão após a denúncia de agressão contra uma empregada doméstica de 19 anos, grávida de cinco meses, em um caso ocorrido no dia 17 de abril de 2026, em Paço do Lumiar, na região metropolitana de São Luís. A ocorrência ganhou grande repercussão após a divulgação de áudios atribuídos à suspeita.
Segundo informações obtidas pela TV Mirante, a emissora teve acesso a mensagens de áudio enviadas pela própria investigada em um grupo de mensagens, nas quais ela descreve as agressões praticadas contra a vítima, identificada como Samara. Em um dos trechos, a empresária afirma que a jovem “não era pra ter saído viva” e que deveria ter ficado com mais hematomas, o que passou a ser incorporado ao inquérito policial.
De acordo com o relato contido nos áudios, a empregada teria sido acusada de roubar um anel, o que teria motivado a ação. A suspeita afirma ainda que contou com a ajuda de um homem não identificado, que teria chegado armado à residência por volta das 7h30. A vítima foi submetida a agressões físicas por aproximadamente uma hora, incluindo tapas, murros, puxões de cabelo, pisões nos dedos e pressão com arma de fogo.
Ainda conforme o conteúdo das mensagens, mesmo após o objeto supostamente desaparecido ter sido encontrado no cesto de roupas sujas, as agressões teriam continuado. A própria investigada menciona nos áudios que chegou a ficar com a mão inchada e roxa devido à violência das agressões. A vítima relatou à polícia que tentou proteger a barriga durante o ataque e afirmou ter aceitado o trabalho temporário justamente para conseguir recursos para o enxoval do bebê.
O caso está sendo investigado pela 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy. A jovem registrou boletim de ocorrência e passou por exame de corpo de delito, que constatou lesões, incluindo uma marca na testa compatível com coronhada. Até o momento, a investigada não foi presa nem formalmente indiciada, e os áudios foram anexados ao inquérito policial como parte das provas.
Após a denúncia, equipes policiais estiveram na residência da suspeita. Em áudios divulgados, ela afirma que um policial que atendeu a ocorrência seria conhecido seu, o que teria influenciado o desfecho inicial da abordagem. O marido da empresária nega as acusações e afirma que os áudios são inverídicos. Já a defesa da investigada sustenta que há uma distorção dos fatos e que medidas legais foram tomadas.
A empresária já possui histórico de processos judiciais, incluindo uma condenação anterior por calúnia em 2024, também envolvendo acusações contra uma ex-funcionária. O caso atual é acompanhado pela Comissão de Direitos Humanos da OAB-MA, que deve emitir relatório sobre os antecedentes judiciais da investigada. A Polícia Civil segue com as apurações, enquanto o caso repercute fortemente no Maranhão e reacende o debate sobre violência contra trabalhadoras domésticas e gestantes.













