Paraná mantém alerta para temporais após ventos previstos de até 100 km/h

O Paraná entrou em novembro sob condições de instabilidade atmosférica, com previsão de tempestades, chuva intensa, granizo e rajadas de vento que podem chegar a 100 km/h. Na quinta-feira (5), 251 municípios estavam sob alerta laranja de perigo emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), enquanto um aviso amarelo de perigo potencial abrangia os 399 municípios paranaenses. Os alertas tinham validade até as 23h59 daquele dia e indicavam riscos de alagamentos, quedas de árvores, danos em plantações e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

Nas localidades abrangidas pelo aviso laranja, a previsão indicava volumes de chuva entre 30 e 60 milímetros por hora ou acumulados de 50 a 100 milímetros ao longo do dia. As rajadas de vento poderiam variar entre 60 e 100 km/h, acompanhadas de possibilidade de queda de granizo. Já nas áreas sob aviso amarelo, eram esperados volumes de 20 a 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros por dia, com ventos entre 40 e 60 km/h.

A combinação de uma frente fria com a formação de um ciclone extratropical na costa da Região Sul contribuiu para intensificar as instabilidades. O avanço dos sistemas meteorológicos favoreceu a formação de nuvens carregadas, principalmente nas regiões Oeste, Sudoeste e Noroeste do Paraná. Segundo previsões meteorológicas divulgadas durante a quinta-feira, municípios como Santa Terezinha de Itaipu, Laranjeiras do Sul e Chopinzinho poderiam registrar acumulados expressivos de precipitação.

Mesmo com o encerramento dos avisos originais do INMET na noite de quinta-feira, a previsão de instabilidade não terminou. Nesta sexta-feira (6), uma nova área de baixa pressão entre o norte da Argentina, o Paraguai e a Bolívia favorece o desenvolvimento de novas áreas de chuva. O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) indica possibilidade de pancadas isoladas acompanhadas de raios, especialmente na metade oeste do estado, onde o aquecimento contribui para a formação de tempestades localizadas.

A atenção continua no sábado (7), quando o INMET prevê o retorno de chuvas fortes acompanhadas de trovoadas no Paraná, em Santa Catarina e no norte do Rio Grande do Sul. Para essas áreas, o instituto indica aviso amarelo de perigo potencial para tempestades. A previsão aponta que as instabilidades poderão ocorrer ao longo do dia, exigindo atenção de moradores, produtores rurais e motoristas que precisam trafegar pelas rodovias paranaenses.

A Coordenadoria Estadual da Defesa Civil do Paraná também publicou o Boletim de Gestão de Riscos nº 048/2026, com validade para sexta-feira (6) e sábado (7). O documento representa uma atualização oficial do monitoramento estadual e reforça a necessidade de acompanhamento das condições meteorológicas durante o período. A classificação dos riscos e as áreas de abrangência devem ser consultadas diretamente nos mapas e orientações da Defesa Civil, uma vez que os alertas podem variar conforme a evolução dos sistemas atmosféricos.

Entre os principais riscos associados aos temporais estão quedas de árvores e galhos, destelhamentos, danos em lavouras, alagamentos e redução da visibilidade nas estradas. A população deve evitar permanecer debaixo de árvores durante tempestades, não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de publicidade e manter distância de fios elétricos caídos. Também é recomendado retirar aparelhos eletrônicos das tomadas quando houver risco de descargas elétricas.

Os moradores do Paraná podem receber avisos gratuitos da Defesa Civil diretamente no celular, enviando uma mensagem de texto com o CEP da residência para o número 40199. Em situações de emergência, os telefones disponíveis são 199, da Defesa Civil, e 193, do Corpo de Bombeiros.

A previsão para os próximos dias indica que o Paraná continuará sujeito à ocorrência de tempestades, mesmo após o encerramento do primeiro alerta que atingiu 251 municípios. O acompanhamento dos boletins do INMET, do Simepar e da Defesa Civil permanece fundamental para identificar mudanças na intensidade das chuvas, rajadas de vento e possíveis riscos para a população.

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