A Câmara Municipal de Alta Floresta aprovou, durante a sessão ordinária de sexta-feira (23), a Indicação nº 345/2026, que solicita ao Governo de Mato Grosso a adoção de providências para a implantação e ampliação dos serviços especializados de oncologia e hemodiálise no Hospital Regional de Alta Floresta. A proposta, de autoria da Câmara Municipal, é direcionada ao governador do Estado, com cópia à Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT).
A indicação busca ampliar o acesso aos tratamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), reduzir os deslocamentos de pacientes para outros centros de referência e garantir atendimento contínuo, seguro e humanizado à população de Alta Floresta e dos municípios da região.
Durante a discussão em plenário, os vereadores destacaram a necessidade de mobilização conjunta entre o Legislativo, o Governo do Estado, os deputados, os prefeitos e os municípios da região para viabilizar a implantação dos serviços, especialmente da hemodiálise, tratamento que exige estrutura especializada e acompanhamento frequente.
O vereador Luciano Silva ressaltou o sofrimento enfrentado pelos pacientes que precisam viajar regularmente para Sinop ou até mesmo mudar de município para dar continuidade ao tratamento. Ele também chamou a atenção para a insuficiência do auxílio financeiro destinado às famílias que precisam permanecer fora de casa.
“Mesmo que houvesse apenas uma pessoa em Alta Floresta que dependesse dessa máquina para fazer hemodiálise, o poder público teria que oferecer esse atendimento”, afirmou Luciano, que relatou a experiência de acompanhar o pai durante quase três anos de tratamento antes de receber um transplante renal. Para o vereador, a implantação do serviço é fundamental para garantir dignidade e melhores condições de atendimento aos pacientes.
O vereador Claudinei de Jesus reforçou a necessidade de união política para transformar a reivindicação em realidade. Segundo ele, 26 famílias de Alta Floresta precisam se deslocar até Sinop para receber tratamento, enquanto mais de 50 pessoas da região necessitam de hemodiálise.
Claudinei defendeu a articulação entre os municípios por meio do Consórcio Municipal de Saúde e propôs aproveitar a estrutura do novo Hospital Regional para viabilizar o serviço. “Precisamos da união de toda a classe política de Alta Floresta, trabalhando em conjunto e defendendo essa demanda”, enfatizou.
A vereadora Leonice Klaus dos Santos também defendeu uma mobilização coletiva e sugeriu uma reunião com o governador Otaviano Pivetta, com a participação de todos os vereadores, deputados e representantes dos municípios da região. Para ela, a união dos representantes políticos pode fortalecer a reivindicação.
“A força está na unidade. Nós, unidos, somos mais fortes”, declarou Leonice, que também criticou os argumentos de que o serviço teria custos elevados diante do número de pacientes. A vereadora destacou que a estrutura de hemodiálise existente no Hospital Regional atende apenas pacientes internados e defendeu a ampliação do acesso para a população que necessita do tratamento.
Já o vereador o Tuti chamou a atenção para a complexidade da implantação de um centro de hemodiálise. Segundo ele, o serviço exige uma estrutura específica, incluindo tratamento adequado da água, equipamentos e condições técnicas que vão além da disponibilização de uma sala.
Tuti defendeu que a Prefeitura de Alta Floresta e os demais municípios da região assumam o compromisso de buscar uma solução conjunta. Para o parlamentar, a articulação entre os prefeitos é indispensável para viabilizar o projeto.
O vereador Darlan Trindade Carvalho concordou com a proposta de mobilização e sugeriu reunir os vereadores da região, os prefeitos do consórcio e os deputados que representam Alta Floresta para uma agenda com o Governo do Estado.
Darlan destacou que a demanda é importante para todo o norte de Mato Grosso e afirmou que há pacientes que dependem do tratamento.
A vereadora Elisa Gomes Machado ressaltou que a implantação da oncologia já era uma expectativa relacionada à estruturação do Hospital Regional e defendeu que as dificuldades não impeçam o avanço das reivindicações. Ela também destacou que o deputado estadual Faisal Calil já está trabalhando na demanda pela implantação da hemodiálise.
Para Elisa, a estrutura do hospital estadual representa uma oportunidade para ampliar a assistência especializada. A parlamentar demonstrou confiança de que a mobilização poderá resultar em avanços para Alta Floresta e os municípios vizinhos.
O vereador Professor Nilson Pereira da Silva também manifestou apoio à articulação política e defendeu que a Câmara organize a documentação necessária para formalizar o pedido ao Governo do Estado. A proposta é levar a indicação aprovada em plenário a uma reunião com o governador, com a participação dos deputados estaduais e do prefeito de Alta Floresta.
“Precisamos chegar com documentos. É necessário que esta Câmara se mobilize urgentemente para organizar o processo, formalizar o pedido e anexar a indicação”, afirmou Professor Nilson, que se colocou à disposição para integrar a mobilização junto ao deputado estadual Thiago Silva.
O vereador Douglas Teixeira, por sua vez, destacou que Alta Floresta precisa fortalecer sua condição de cidade-polo, ampliando a oferta de tratamentos especializados e procedimentos de média e alta complexidade.
Douglas reconheceu os desafios relacionados à disponibilidade de profissionais qualificados, mas defendeu a união da classe política para buscar soluções. “Nós não temos o poder de executar, mas podemos, sim, cobrar, indicar e trabalhar para que isso se concretize”, ressaltou.
Com a aprovação da Indicação nº 345/2026, a Câmara Municipal formaliza a solicitação ao Governo de Mato Grosso para que sejam realizados estudos técnicos e adotadas as medidas administrativas, orçamentárias e estruturais necessárias à implantação e ampliação dos serviços de oncologia e hemodiálise no Hospital Regional de Alta Floresta.
A proposta prevê a disponibilização de equipamentos, profissionais especializados e infraestrutura adequada, com o objetivo de fortalecer a regionalização da saúde pública e reduzir as dificuldades enfrentadas pelos pacientes que precisam buscar tratamento em outros municípios.
Lindomar Leal
Assessoria de Imprensa
Câmara Municipal















